Itabirana assassinada em BH deixa quatro filhos e histórico de vulnerabilidade social 

Mãe de quatro filhos, a itabirana Pâmela Priscila de Araújo, de 36 anos, vivia pelas ruas de Itabira tentando sobreviver às consequências trazidas pelos anos em meio à dependência química. Desde os 13 anos, Pâmela era acompanhada pela assistência social da cidade, porém, não conseguiu resistir ao vício. Sua rotina era passar alguns dias na […]

Itabirana assassinada em BH deixa quatro filhos e histórico de vulnerabilidade social 
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Mãe de quatro filhos, a itabirana Pâmela Priscila de Araújo, de 36 anos, vivia pelas ruas de Itabira tentando sobreviver às consequências trazidas pelos anos em meio à dependência química. Desde os 13 anos, Pâmela era acompanhada pela assistência social da cidade, porém, não conseguiu resistir ao vício.

Sua rotina era passar alguns dias na praça Nico Rosa pedindo dinheiro a outros internados em comunidades terapêuticas. Ela morava no bairro Major Lage, mas foi em Belo Horizonte que sua história teve um fim.

Pâmela foi encontrada morta dentro do Cemitério da Paz, no bairro Caiçara, na capital mineira.

Com sinais de violência, o corpo dela foi achado pela Guarda Municipal de BH, na última terça-feira (25). Segundo a Polícia Civil, as investigações sobre as circunstâncias da morte da itabirana seguem em andamento na delegacia especializada em homicídios da capital.

Na ficha de Pâmela, na Superintendência de Promoção Humana, departamento social pertencente à Prefeitura de Itabira, consta que, em 2006, o Conselho Tutelar acolheu Pâmela e, desde então, passou a acompanhar o drama vivido por ela e pela família.

Segundo informações obtidas pela reportagem no setor, Pâmela era deficiente visual, vivia com um companheiro e, junto com ele, cometia pequenos furtos para financiar o vício. Em razão disso, até já teria sido presa algumas vezes.

A itabirana deixou quatro filhos, porém, não morava com nenhum deles – um estaria vivendo com o pai, dois morariam com a avó e, sobre o outro, não há informações do paradeiro. Segundo informações, a mãe de Pâmela vinha insistindo para que ela largasse o vício e se tratasse. Teria chegado, inclusive, a dar um casa a ela como moradia, mas ela vendeu todos os móveis e, no final só restou um colchão.

O corpo de Pâmela foi sepultado no Cemitério da Paz em Itabira, na quinta-feira (27).