Itabirana mobiliza campanha para arrecadar R$ 80 mil e tratar síndrome rara, além de câncer no estômago; saiba como ajudar
As doações podem ser feitas por meio de uma vaquinha on-line, disponível na plataforma Vakinha (www.vakinha.com.br/5848525)
A maquiadora itabirana Deicielle Oliveira iniciou uma campanha solidária para arrecadar R$ 80 mil e viabilizar um tratamento fora do país. Diagnosticada com Síndrome de Cockett, uma condição vascular rara, e com neoplasia gástrica — um tipo raro de câncer no estômago —, ela enfrenta limitações severas de saúde e encontrou, na Índia, uma alternativa terapêutica que une medicina moderna e Ayurveda.
Segundo Deicielle, o tratamento será realizado em uma clínica localizada em Querala, na Índia, onde ela deverá permanecer internada por cerca de seis semanas. O valor arrecadado cobre tratamento, exames, internação, alimentação, hospedagem, vestuário e custos de viagem. As doações podem ser feitas por meio de uma vaquinha on-line, disponível na plataforma Vakinha. (clique aqui)
Conheça a história de Deicielle
Aos 35 anos, Decielle Oliveira convive há cinco anos com a Síndrome de Cockett (ou May-Thurner), condição rara que já provocou trombose e embolia pulmonar, além de impor riscos constantes à sua saúde. O implante de um stent na veia ilíaca, hoje ocluído e sem possibilidade de reabertura no Brasil, resultou em dores abdominais persistentes e comprometeu significativamente sua qualidade de vida. Há três anos, ela também foi diagnosticada com neoplasia carcinoide gástrica maligna, em estágio inicial, com múltiplos pólipos no estômago, alguns cancerígenos, que exigem retirada periódica e mantêm a incerteza sobre a necessidade de uma futura gastrectomia total.
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A Síndrome de Cockett compromete o retorno venoso dos membros inferiores e já provocou episódios graves na vida de Deicielle, como trombose e embolia pulmonar, além do risco permanente de AVC e novas embolias. “É uma síndrome que, no meu caso, veio com complicações que dificultam cirurgias e até procedimentos simples”, relata.
A descoberta da condição ocorreu após uma caminhada, quando passou a sentir dores intensas na perna esquerda. Inicialmente, o quadro foi confundido com dor muscular e nervo ciático. Dias depois, com a perna já arroxeada, veio o diagnóstico de trombose. O acompanhamento com o angiologista Dr. Paulo Henrique, citado por ela com gratidão, foi decisivo para a investigação mais aprofundada que levou ao diagnóstico correto. “O problema é que uma condição interfere diretamente na outra. Por causa da trombose, não posso fazer alguns procedimentos no estômago. E o uso contínuo de anticoagulantes, necessário por causa da síndrome, piora a anemia e agrava o quadro gástrico”, explica.
Impactos na qualidade de vida
Além dos impactos físicos, a doença alterou profundamente a rotina profissional e pessoal da maquiadora. Ela precisou reduzir drasticamente o número de clientes, interromper cursos de maquiagem e limitar atividades básicas do dia a dia, como permanecer muito tempo sentada ou em pé. “Isso afetou totalmente meu financeiro, além do emocional”, conta.
Deicielle também relata dores constantes, restrições alimentares, alterações hormonais, queda de cabelo e impactos psicológicos, como quadros de ansiedade e depressão associados à deficiência de nutrientes. A condição ainda impede, por recomendação médica, a possibilidade de gestação.
A decisão de buscar tratamento fora do Brasil veio após pesquisas e conversas com pacientes brasileiros e estrangeiros que passaram pela clínica indiana. “Aqui, muitas vezes, o tratamento é focado apenas nos sintomas. Lá, eles buscam a causa do problema. Conversei com pessoas que tiveram melhora significativa e até remissão de casos graves”, afirma.
Importância da mobilização
Para Deicielle, a mobilização é mais do que um pedido de ajuda financeira. “É uma esperança real de cura. Antes que meu corpo não aguente mais, antes que eu precise tirar o estômago ou que algo irreversível aconteça”, diz, emocionada.
Ela destaca ainda a rede de apoio formada por amigos e pessoas que acompanham sua história. “Quem contribui não está ajudando só a mim. Está ajudando a espalhar esperança para outras pessoas que também estão doentes e acreditando que é possível.”
A campanha segue ativa, e Deicielle reforça que cada contribuição e compartilhamento fazem parte do que ela chama de seu maior sonho no momento: a chance de se curar e viver com dignidade.




