Jader Magalhães denuncia negligência em atropelamento na João Pinheiro

Jader Magalhães durante sua fala na reunião do Codema dessa quinta-feira, 10 de abril

Jader Magalhães denuncia negligência em atropelamento na João Pinheiro

Durante a reunião do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Itabira (Codema), no final da tarde dessa quinta-feira, 10 de abril, o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Jader Magalhães, denunciou o trânsito de caminhões prestadores de serviço da Vale na área central da cidade e apontou como negligência a morte de um senhor atropelado na quarta-feira, 9 de abril.

Com a interdição da estrada 105 para obras, os caminhões não podem mais utilizar a via para ter acesso à Vale. No entanto, Jader afirmou que 20 dias antes da interdição a Vale se comprometeu em comunicar os fornecedores e compradores para não utilizarem o centro da cidade. “Sentamos com a Vale, com o DER, com a secretaria municipal de Obras e secretaria municipal de Desenvolvimento Urbano para acordar que veículos pesados estariam proibidos de passar pelo centro da cidade durante o período de execução da obra. Nós fizemos uma ata”, contou.

Sendo assim, as carretas deveriam seguir pelo anel rodoviário e ao chegar ao trevo de Santa Maria, voltariam para o bairro Pedreira para chegar à mina Cauê. “O município ficou responsável por sinalizar os trevos, desde o trevo da chapada, pra isso tivemos que chamar o DER, porque lá é área de influência deles, nós não podíamos sinalizar sem autorização. Começamos a sinalizar no Boa Esperança, no trevo Itabiruçu, João XXIII, Areão, Vila Amélia para que os caminhões pegassem outro trajeto”, explicou Jader.

Segundo Jader, a Prefeitura organizou diversas blitz nesses locais para orientar os caminhoneiros, no entanto, algumas carretas têm furado as blitz, como foi o caso que provocou a morte de um senhor na avenida João Pinheiro. “Duas carretas enormes vinham em comboio. Tínhamos informação que elas tinham desviado da blitz do bairro Areão, e tinham passado pelo bairro João XXIII, que também está sinalizado. Os caminhoneiros desconsideraram a sinalização de emergência, desceram a avenida Juca Machado, que por si só já é contrassenso, e na hora de fazer a entrada na curva na João Pinheiro, vitimou o cidadão”, detalhou o secretário que completou “perguntei pro motorista se ele estava com a carreta carregada ou vazia, e ele disse que estava vazia e iria buscar minério na mina Cauê”.

O secretário de Desenvolvimento Urbano também afirmou que o centro da cidade, por ser antigo, não suporta caminhões dessa proporção. “A tendência é que outros incidentes aconteçam. Apesar de eu considerar que o fato que aconteceu ontem não foi acidente e sim uma negligência. Houve imprudência e negligência. Tem que cobrar com firmeza das partes que fizeram acordo e se comprometeram a cumprir”, finalizou.

Outros casos

Jader Magalhães também destacou que o caminhão com produto corrosivo que quase se acidentou na Vila Amélia também se dirigia à Vale. “Hoje um fiscal nosso que estava fazendo serviço de campo na avenida Cristina Gazire disse que uma carreta bitrem derrubou uma placa, guia de meio fio, sinalização de trânsito e provocou um transtorno absurdo no centro da cidade”.