“Japonês da Federal” é preso acusado de facilitar contrabando
Newton Ishii, o popular “Japonês da Federal”, foi preso em Curitiba
O policial federal Newton Ishii, que ficou conhecido em todo país como o “Japonês da Federal” durante a Operação Lava Jato, foi preso nessa terça-feira, 7 de junho, em Curitiba. Ele foi condenado pelo crime de facilitação do contrabando. O processo transitou em julgado, ou seja, não cabe recurso.
O mandado foi expedido pela Vara de Execução Penal da Justiça Federal, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Ao saber da decisão, Ishii se apresentou espontaneamente na Superintendência da Polícia Federal da capital paranaense, onde continuava detido nesta quarta-feira (8).
Ishii foi condenado a quatro anos, dois meses e 21 dias em virtude da Operação Sucuri, que descobriu envolvimento de agentes na entrada de contrabando no país. As investigações mostraram que os agentes facilitavam a entrada de contrabando no país, pela fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu.
O nome de Newton Ishii também foi citado em meio à Operação Lava Jato, na gravação que levou à prisão o senador cassado Delcídio Amaral, em Brasília. No áudio, o senador fazia tratativas com o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, buscando um plano de fuga para Cerveró, que estava preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.
O agente é citado durante a conversa quando o grupo discute quem estaria vazando informações para revistas. Delcídio se refere a um policial como "japonês bonzinho", que seria o responsável pela carceragem. A Polícia Federal disse, na ocasião, que iria apurar se o nome citado na conversa era o do agente.