Site icon DeFato Online

Jogadores do Valério avaliam empate contra o Aymorés e criticam gramado do Estádio Israel Pinheiro

Foto: Mateus Souza - @ms_fotogr4fia

O empate sem gols entre Valeriodoce e Aymorés, na noite de quarta-feira (18), no Estádio Israel Pinheiro, deixou um sentimento misto no torcedor itabirano. Se por um lado a equipe manteve a invencibilidade no Campeonato Mineiro Módulo II e seguiu somando pontos na briga pela classificação, por outro desperdiçou a oportunidade de assumir a liderança do Grupo B e ampliou para dois anos o jejum de vitórias dentro de casa.

Após a partida, jogadores do Dragão destacaram a entrega da equipe, valorizaram o ponto conquistado e apontaram as condições do gramado como um dos fatores que dificultaram a construção das jogadas ao longo dos 90 minutos. O atacante Índio reconheceu que o setor ofensivo ficou abaixo do esperado e admitiu que o time encontrou dificuldades para transformar posse de bola em oportunidades claras. “Não conseguimos as finalizações que queríamos. Não conseguimos construir para a finalização que estamos precisando. Precisamos finalizar mais, mas é continuar focado, continuar ligado que a vitória aqui vai sair no momento certo”, afirmou.

Capitão da equipe, o zagueiro Ulisses preferiu destacar o desempenho coletivo e a evolução apresentada pelo grupo ao longo da competição. Para ele, apesar da falta do gol, o trabalho vem sendo executado da maneira correta. “Ao meu ver, a equipe fez uma boa partida novamente. Infelizmente não conseguimos fazer os gols, que são muito importantes para nós. Mas a confiança continua, o nosso trabalho está sendo bem feito. Infelizmente o gol não saiu, a vitória não veio dentro de casa, mas vamos continuar batalhando e buscando os três pontos na próxima partida”, disse.

Um dos atletas que mais detalhou as dificuldades encontradas durante o confronto foi o meia Dionatan Machado. O camisa 10 explicou que as condições do gramado influenciaram diretamente a estratégia adotada pela equipe durante a partida. “Como vocês podem ver, o campo às vezes por dentro fica difícil de jogar. A gente diminui o risco. Quanto mais diminuir o risco, melhor. Temos jogadas trabalhadas, que dá profundidade, mas às vezes, principalmente no segundo tempo e no final do jogo, acabamos forçando um pouco mais as bolas longas”, avaliou. Segundo o meia, apesar da pouca inspiração ofensiva, o Valério controlou boa parte do confronto e não sofreu grandes ameaças do adversário.

Dionatan também comentou o incômodo tabu de 2 anos que acompanha o clube dentro de casa. O jogador, porém, garantiu que o elenco não entra em campo pressionado pela sequência sem vitórias no Israel Pinheiro. “A gente sabe que faz tempo que o clube não ganha um jogo em casa, mas a gente entra de qualquer maneira para vencer. A gente não se sente pressionado por isso, até porque são trabalhos anteriores que deixaram isso. Então a gente não pode deixar isso influenciar dentro de campo, mas a vontade de vencer vai ser dentro ou fora de casa”, destacou.

Outro que apontou o gramado como obstáculo foi o zagueiro Carlos. Para o defensor, a equipe já entrou em campo preparada para um duelo mais físico e menos técnico devido às condições do campo.

“Tivemos muita dificuldade também pela questão do campo, a gente sabia que ia ter essa dificuldade. Então a gente soube jogar o jogo, a gente sabe que jogar aqui ia ser de muita competitividade, jogo de primeira e segunda bola, e acho que isso a gente soube fazer muito bem”, analisou. Carlos ainda saiu em defesa do elenco diante da cobrança da torcida pela primeira vitória em Itabira.

“O torcedor pode ver e está vendo que falta de entrega não é, falta de compromisso também não é. É questão de detalhe. Estamos nos ajustando jogo a jogo, buscando melhorar. Tenho certeza de que estamos no caminho certo”, afirmou.

O lateral-direito Ramon também comentou as condições do gramado do Estádio Israel Pinheiro. Segundo ele, houve melhora em relação ao estado anterior, mas o campo ainda interfere diretamente na qualidade do jogo e na velocidade das ações ofensivas.

“Melhorou um pouco, porque ficou mais macio e a bola ficou menos viva. Mas ainda é perceptível que ela pinga muito. Toda vez que a bola vem, ela chega na altura do joelho. A gente acaba gastando muito tempo preocupado em dominar a bola antes de pensar na sequência da jogada ou na rotação da equipe”, explicou.

Apesar da avaliação, Ramon evitou transformar a situação em justificativa para o empate e destacou que o elenco precisa encontrar soluções para fazer valer o mando de campo.

Em tempo: Com seis pontos conquistados em quatro rodadas, o Valério segue invicto no Módulo II e agora volta suas atenções para o próximo compromisso fora de casa, contra o Ipatinga, no próximo sábado (20), às 15h, onde tentará manter a boa campanha como visitante e seguir firme na disputa por uma vaga na próxima fase. 

O grupo B tem o Democrata-SL na ponta, com sete pontos, seguido por Aymorés e Villa Nova, que também possuem a mesma quantidade. Logo depois, em quarto lugar, está o Valério, seguido por Coimbra (5) e Ipatinga (-6, em função de uma punição aplicada pela FIFA). 

Exit mobile version