A audiência de instrução e julgamento do caso que apura a morte de Alice Martins Alves, mulher trans de 33 anos, foi remarcada para o dia 9 de abril, em Belo Horizonte. A mudança ocorreu após o Ministério Público insistir na oitiva de uma testemunha que, segundo atualização do grupo que acompanha o processo, não foi devidamente intimada.
Com isso, a juíza abriu prazo para que o Ministério Público apresente um novo endereço para localização da testemunha e também se posicione sobre o pedido de liberdade do réu Arthur, apresentado pela defesa. A nova data vai concentrar o depoimento dessa última testemunha de acusação, a oitiva de seis testemunhas de defesa e o interrogatório dos réus.
Até aqui, foram ouvidas sete testemunhas de acusação. O réu Willian permanece em liberdade. Arthur segue preso preventivamente e participa dos atos processuais por videoconferência, conforme informações divulgadas sobre a condução da audiência.
O processo apura a agressão sofrida por Alice na madrugada de 23 de outubro do ano passado, na Savassi, e a morte registrada em 9 de novembro, após complicações decorrentes do quadro clínico. Arthur Caique Benjamin de Souza e Willian Gustavo de Jesus respondem como réus por feminicídio qualificado. Segundo a apuração divulgada anteriormente, a investigação apontou que a motivação não se restringiu a um desentendimento comercial e que o caso envolve suspeita de violência motivada por transfobia, o que é analisado no andamento do processo.
A retomada marcada para abril deve definir a etapa final da instrução, com a conclusão das oitivas e a colheita dos interrogatórios, antes das decisões seguintes do juízo sobre encaminhamentos do caso.

