Justiça concede liberdade provisória a Thales Maioline

Preso há um ano e meio acusado de aplicar um golpe financeiro de mais de R$ 80 milhões, o investidor Thales Maioline teve liberdade provisória concedida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) na noite da última segunda-feira, 4 de junho. O acusado, que aplicou golpes em cerca de 2 mil pessoas em Belo […]

Preso há um ano e meio acusado de aplicar um golpe financeiro de mais de R$ 80 milhões, o investidor Thales Maioline teve liberdade provisória concedida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) na noite da última segunda-feira, 4 de junho. O acusado, que aplicou golpes em cerca de 2 mil pessoas em Belo Horizonte, também fez diversas vítimas em mais de 13 cidades do interior, inclusive Itabira.

Na cidade, a estimativa é de que cerca de 2 mil itabiranos tenham sido lesados pelo “empresário” que controlava a Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros. Em março de 2011, Maioline foi denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha e uso de documento falso. 
Antes, ele já estava sendo investigado e se entregou à polícia em dezembro de 2010. Maioline estava no Centro de Remanejamento de Presos de Betim (Ceresp). A acusação é que a Firv,  funcionava em esquema de "pirâmide" e teria dado um calote em diversos investidores.

O juiz Milton Lívio Lemos Salles, da 4ª Vara Criminal do Fórum Lafayette, considerou que, embora sejam fortes os indícios de autoria e haja prova material dos crimes, a liberdade do acusado não vai prejudicar a instrução criminal. 

Para manter o benefício de liberdade provisória, Maioline terá que comparecer semanalmente em juízo, não poderá sair de Belo Horizonte, deverá manter atualizado seu endereço e permanecer em casa durante a noite. Um dos advogados de Maioline, Moisés Arcanjo de Assis, disse que o cliente vai permanecer em Belo Horizonte, mas não informou se ele volta a morar com a esposa, que chegou a pedir divórcio quando o investidor foi preso. A promotoria do caso ainda não se manifestou se vai recorrer da decisão. 

Maioline continua com todos os bens bloqueados até que o processo seja julgado. Tramita paralelamente na Justiça do Trabalho um processo em que os ex-funcionários da Firv pedem regularização dos passivos.

Com informações de O Tempo