Justiça dos Estados Unidos concede liberdade a José Maria Marin

Banido para sempre de exercer qualquer atividade relacionada ao futebol, ex-presidente da CBF deve sair da prisão devido à pandemia da covid-19

Justiça dos Estados Unidos concede liberdade a José Maria Marin
Aos 87 anos, Marin recebeu permissão para sair da prisão, em Allenwood, no estado da Pensilvânia – Foto: Reuters

Enquanto a população mundial recebe orientações para permanecer em isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), um brasileiro vai ganhar sua liberdade. Trata-se de José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Aos 87 anos, ele recebeu permissão para sair da prisão, em Allenwood, no estado da Pensilvânia (Estados Unidos).

A juíza distrital Pamela Chen, do Brooklyn, concedeu a liberdade na noite de ontem (30). As informações são do site de notícias Bloomberg. Os advogados de Marin pediram emergência para a libertação, citando sua idade avançada e seu histórico médico. Seus representantes também alegam que ele tem saúde significativamente deteriorada, com risco elevado de graves consequencias para a saúde devido à pandemia da covid-19. Além disso, Marin já cumpriu maior parte da pena e é um infrator não violento. Assim ,o ex-presidente da CBF deve ser liberado após a conclusão de trâmites burocráticos.

O conteúdo continua após o anúncio

Prisão

José Maria Marin presidiu a CBF entre os anos de 2012 e 2015. Em maio de 2015, Marin foi detido na Suíça em um hotel de luxo em Zurique, junto com outros dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa),a pedido da Justiça dos EUA. Assim, Depois de cinco meses na prisão, ele foi extraditado para os Estados Unidos, pagou uma fiança de US$ 15 milhões e passou a viver em prisão domiciliar em seu apartamento em Nova Iorque. No fim de 2017, a justiça norte-americana condenou o ex-dirigente a quatro anos de prisão por lavagem de dinheiro, fraude bancária e participação de organização criminosa.

Em abril de 2019, o Comitê de Ética da Fifa considerou José Maria Marin culpado por recebimento de propina e baniu o ex-presidente da CBF de qualquer atividade relacionada ao futebol, pelo resto da vida. A Fifa também impôs uma multa de 1 milhão de francos suíços. Conforme aponta a federação, Marin se envolveu em diversos esquemas de pagamento de propina de 2012 a 2015. As propinas estaria relacionadas aos contratos com empresas de mídia e marketing de direitos de transmissão de eventos esportivos da CBF, da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e da Confederação da Américas Central, do Norte e Caribe (Concafaf).

(Agência Brasil)

MAIS NOTÍCIAS