Justiça inocenta padre Robson de acusações de lavagem de dinheiro em Trindade

Segundo investigações, padre movimentou R$ 2 bilhões em 10 anos, por meio da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), com sede em Trindade (GO)

Justiça inocenta padre Robson de acusações de lavagem de dinheiro em Trindade
(foto: reprodução)

Em decisão unânime, na tarde desta terça-feira (6), o Tribunal de Justiça de Goiás inocentou padre Robson de Oliveira das acusações de lavagem de dinheiro. A informação foi confirmada pela defesa do religioso. Investigações do Ministério Público de Goiás tinham indicado que o réu havia movimentado R$ 2 bilhões em 10 anos, por meio da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), com sede em Trindade (GO).

O julgamento de padre Robson começou às 13h e, após quarenta minutos, foi proferida a decisão. A investigação do Ministério Público havia apontado que a Afipe recebia doações altas de fiéis, chegando a receber R$ 20 milhões em doações por mês

O órgão apurou, ainda, que parte dos recursos teriam sido usados na compra de fazendas e de uma casa de praia. Em setembro passado, dois representantes do Vaticano estiveram em Trindade para investigar a associação. Padre Robson de Oliveira Pereira CSsR (Trindade, 26 de abril de 1974) é um sacerdote suspenso brasileiro, mestre em teologia Moral, foi reitor da Basílica do Divino Pai Eterno, ex-presidente da Vila São Cottolengo e ex-Conselheiro Provincial Ordinário da Província Redentorista de Goiás. Valor movimentado nas contas da Associação Filhos do Pai Eterno, na última década, chega a R$ 2 bilhões. MP investiga gasto de R$ 120 milhões com bens não ligados a atividades religiosas. Leia a matéria completa no Portal Estado de Minas.