Laboratório da Ufop vai ampliar testagens e beneficiar Ouro Preto e Monlevade

A meta é executar, no período de 12 meses, 10 mil diagnósticos moleculares e 4 mil sorológicos nas cidades onde a universidade atua

Laboratório da Ufop vai ampliar testagens e beneficiar Ouro Preto e Monlevade
Laboratório de Diagnósticos da Ufop, em Ouro Preto – Foto: Divulgação

O Laboratório Multiusuário de Diagnóstico Avançando da Escola de Medicina vai passar por adaptações. O projeto que recebeu a verba tem como objetivo ampliar a testagem em Ouro Preto, Mariana, Itabirito e João Monlevade, permitindo auxiliar no estabelecimento de políticas públicas para o enfrentamento da Covid-19. A meta é executar, no período de 12 meses, 10 mil diagnósticos moleculares e 4 mil sorológicos.

O grupo de pesquisadores trabalha desde março de 2020 para estabelecer protocolos para extração de RNA e qRT-PCR, bem como para a sorologia. No momento, a capacidade instalada no laboratório permite, diariamente, a extração de RNA de 50 amostras e a análise sorológica de 80 amostras.

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Foi concedido o valor de R$ 119.340,71, e o recurso vai ser utilizado para a finalização da estrutura de biossegurança do laboratório, para que ele seja credenciado como NB2, mesmo nível do Laboratório de Imunopatologia do Nupeb que integra a RedeLab. Além de contribuir para as pesquisas de enfrentamento do novo coronavírus, os equipamentos solicitados vão garantir aos pesquisadores da UFOP um espaço multiusuário para o desenvolvimento de suas pesquisas.

Segundo o coordenador do projeto, professor George Luiz Lins Machado Coelho, o laboratório tem equipamentos transferidos da Escola de Medicina, cedidos pela professora Maria Terezinha Bahia. Quando for finalizada a estruturação, o espaço estará apto para realização de diagnósticos moleculares. Outra parte do recurso desse edital será utilizado para dobrar a capacidade de análises sorológicas do Laboratório de Epidemiologia da Escola de Medicina.

Ainda de acordo com o professor, os resultados da pesquisa “poderão determinar a dispersão do vírus na população residente na microrregião dos Inconfidentes e de João Monlevade. Mas, para termos sucesso, é fundamental que tenhamos uma participação efetiva das equipes do programa Saúde da Família das secretarias municipais de saúde da região”.

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