Lar de Ozanam pede doações e em poucos dias enche despensa

Depensa cheia: diretoria agradece solidariedade dos itabiranos

Lar de Ozanam pede doações e em poucos dias enche despensa
Na semana passada, o Lar de Ozanam pediu ajuda a DeFato Online e a outros órgãos de imprensa para conseguir doações de diversos tipos alimentos, quase em falta na instituição. A comunidade se uniu e, em poucos dias, a despensa estava cheia. Em agradecimento à solidariedade, a diretoria enviou uma nota e um novo pedido: a carência agora é de alimentos não perecíveis e materiais de limpeza e higiene.
 
De acordo com o presidente do Lar, Jair Norberto da Silva, as doações reduziram nos últimos meses devido à crise econômica que afetou a cidade. Com o apelo, entretanto, o depósito foi reabastecido em poucos dias. Jair informou que os alimentos estão separados por data de validade e que as doações suprirão as necessidades dos internos por um bom período.
 
Segundo a gerente administrativo Janine Barbosa, assim que a notícia se espalhou as doações começaram a chegar. “Chegaram em tempo recorde, nunca tinha acontecido isso antes. Sempre contamos com a comunidade, mas dessa vez superou nossas expectativas. Ficamos muito felizes”, disse.
 
Materiais de limpeza e higiene
O Lar de Ozanam precisa agora de materiais de limpeza e higiene pessoal. Produtos como xampu, papel higiênico, fraldas geriátricas nos tamanhos M e G, sabonete líquido, lâmina de barbear são alguns dos itens.
 
Leite, fruta e pães
“Gastamos 700 litros de leite por mês, são 36 caixas por dia, doações de leite nunca são demais”, ressalta Regina Diniz, nutricionista do Lar. Ela pede doações também de frutas e pães. “As frutas e outros produtos de sacolão caíram nas doações. São importantes porque são consumos diários. Já temos doações de pães duas vezes na semana, mas se alguém puder doar pelo menos mais um dia agradeceríamos muito. Também precisamos muito de alho, gastamos 240 unidades por mês”, afirma a nutricionista.
 
 Carinho e atenção
Graziele Nascimento, coordenadora do Lar, lembrou que, além de alimentos, os idosos também precisam de carinho e atenção. “Precisamos de voluntários para variadas atividades, como arrumar as unhas e os cabelos, levar para passear, contar histórias. Pode parecer pouco, mas é um pouco que para eles faz muita diferença. Muitas pessoas querem ajudar e não sabem por onde começar, nós estamos com as portas abertas”, disse Graziele.