Legislativo itabirano aprova compra do imóvel da antiga agência dos Correios

O espaço vai abrigar o Arquivo Público Municipal

Legislativo itabirano aprova compra do imóvel da antiga agência dos Correios
Presidente do Conselho de Saúde, Marcos Antônio Ferreira, fala com os vereadores sobre o ICISMEP – Foto: Gustavo Linhares/DeFato
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O legislativo itabirano autorizou ao executivo municipal a compra do imóvel da antiga unidade dos Correios, localizado na Praça Monsenhor Felicíssimo, ao lado da Catedral, no centro histórico de Itabira. O prefeito municipal solicitava aos parlamentares a aprovação do Projeto de Lei nº 74/2022 para a compra do imóvel estipulado em R$740 mil pelo Governo Federal, onde se pretende instalar o Arquivo Público Municipal.

O PL foi aprovado nesta terça-feira (20), na reunião ordinária da Casa, com três votos contrários dos vereadores Heraldo Noronha (PTB), Luciano Sobrinho (MDB) e Sidney do Salão (PTB), que fizeram questionamentos sobre mais essa solicitação do prefeito que, segundo eles, há interesses maiores da comunidade que precisam ser atendidos, como: ruas que deveriam ter seus asfaltos reparados, PSF’s que deveriam ter médicos disponíveis, falta de medicamentos básicos na Farmácia Popular e outros.

Justificando seu voto contrário, o vereador Luciano Sobrinho lembrou que no dia anterior a Casa legislativa recebeu a presença do secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo (SMDECTIT), Flávio Pena Medeiros na Comissão de Finanças, que de uma forma sucinta explicou os motivos da compra do imóvel. “Não vejo necessidade nenhuma, ainda mais vendo tantas pessoas sofrendo com a desassistência desse governo e o governo querendo gastar R$740 mil para comprar esse imóvel, por isso, sou contra esse projeto!”.

O vereador Heraldo Noronha também se manifestou a respeito. “Sou contrário. Por que não haverá outra coisa de maior necessidade onde se gastar esse dinheiro? O secretário vem aqui querendo mais R$ 30mi para completar o orçamento anual, e agora quer gastar R$ 740 mil! Outro dia ele comprou um imóvel na Rua Dona Modestina para um projeto social; até aí tudo bem, mas tem uma ponte lá no Ribeirão São José que liga a uma comunidade e que acho que não fica em R$ 150 mil a sua reforma. Tem uma comunidade na localidade do Pari em que os produtores estão perdendo leite por falta de estrada. Lá no Macuco, as bananas estão apodrecendo por falta de estrada, leite azedando porque não tem dinheiro para gastar com estrada. Não se vê para onde está indo o dinheiro. Agora, comprar um imóvel nesse valor, para quê? Sou totalmente contrário!”

Por fim, o vereador Sidney do Salão também se manifestou contrário. Embora tenha votado favorável, o vereador Neidson Freitas fez duras considerações a respeito do projeto.

“O prefeito tem gastado bastante dinheiro comprando imóveis, inclusive de apoiadores de campanha. Os últimos imóveis que eles compraram, de valores vultosos na cidade, coincidentemente, os proprietários fizeram doação para a campanha dele. Esse, específico, vou votar favorável porque compreendi a importância do Arquivo Público estar naquele local, um centro histórico, mas a população precisa se lembrar que é muito dinheiro que está na mão do prefeito”.

O líder do governo na câmara, Juber Madeira (PSDB), ressaltou a importância da aquisição para abrigar o Arquivo Público do município, enfatizando que o imóvel faz parte do centro histórico da cidade e que, caso não seja adquirido pode ir a leilão e arrematado por alguém que não tenha compromisso com a manutenção da sua arquitetura nesse contexto, além de enfatizar que, se for a leilão, o imóvel pode ter valor três vezes maior, o que dificultaria sua aquisição posterior.