Livro revela que o STF consultou cúpula militar antes de aumentar a tensão contra Bolsonaro
O livro relata que ao constatarem que os militares não se aventuraria em um possível golpe de Estado, juízes do STF tomaram duras atitudes contra Bolsonaro
O “Tribunal”, livro de autoria dos jornalistas Felipe Recondo e Luiz Weber, revela que a Supremo Tribunal Federal (STF) sondou a alta cúpula militar antes de adotar medidas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O livro relata que depois de constatarem que a caserna não se aventuraria em um possível golpe de Estado, os juízes do STF teriam tomado duras atitudes contra Bolsonaro, validando, por exemplo, por 10 a 1, o “inquérito do fim do mundo”, segundo o ministro aposentado, Marco Aurélio Mello.
No livro, o relato de que o ministro Luiz Edson Fachin, ao assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2021, enviou “emissários” para sondarem os comandantes das regiões — e eles trouxeram as notícias de que nenhum deles partilhava da visão de Bolsonaro, sobre as urnas eletrônicas.
A partir dessas informações, Fachin passou a ignorar pedidos e perguntas do então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, sobre as máquinas.
Já com Alexandre de Moraes na presidência do TSE, Nogueira ouviu respostas grosseiras: “Ô Paulo Sérgio, pode ser que caia um meteoro e destrua a terra. Tenha a santa paciência”.
Moraes também, supostamente, considerava Bolsonaro “burro”. O ministro Luiz Fux acreditava que Bolsonaro “ouvia gente errada”.




