Lixo pelas ruas de Itabira: a falta de educação de alguns prejudica a todos

Em uma caminhada pelo bairro Juca Rosa, por exemplo, pode-se constatar a falta de educação de moradores e comerciantes que colocam o lixo na rua muito antes do período de coleta

Lixo pelas ruas de Itabira: a falta de educação de alguns prejudica a todos
Foto: Alírio de Oliveira/DeFato
O conteúdo continua após o anúncio


* Reportagem do jornalista Alírio de Oliveira.

Não é difícil encontrar sacolas de lixo espalhadas e destruídas pelos inúmeros cães vadios nas principais ruas de Itabira. Na mais central avenida da cidade, a João Pinheiro, onde há uma gama de comércio e intenso trânsito, vez em quando se vê algum cão transportando entre os dentes alguma sacolinha com a sua refeição do dia, roubada da porta de alguma residência ou restaurante, postada indevidamente muito antes da coleta.

Em uma rápida caminhada pela manhã no bairro Juca Rosa, por exemplo, onde vários cães vadios e famintos circulam à procura de alimentos, em um quarteirão, a reportagem do portal DeFato, pode constatar a falta de educação de alguns moradores e comerciantes, que, ao colocar o lixo na rua muito antes do período de coleta, pode facilitar a transmissão de doenças a humanos e ajuda na proliferação de ratos, moscas e baratas, propiciando transtornos ambientais, como entupimento de bueiros por sacolas plásticas e garrafas pet, além de passeios quase bloqueados por restos de comida.

Logo ao lado do posto policial, entre a avenida Cristina Gazire e a rua João Camilo de Oliveira Torres, não é raro ver restos de comida pelo chão e cães se alimentando nas sacolas arrebentadas. À noite, os ratos e baratas dominam o ambiente, que fica em frente a um condomínio e, pior, de frente a uma padaria.

Flagramos uma servidora municipal que faz a higienização do posto policial (e que preferiu não ser identificada), que reclamou da situação e culpa a “falta de educação das pessoas que depositam o lixo até em dias em que não há coleta de resíduos orgânicos”.

Moradores do Residencial Grand Ville, no bairro Juca Rosa, em frente a esse posto, sob cuidados e rigor do zelador Luiz Felipe Lage Andrade, postam seu lixo orgânico e reciclável somente nos dias e quase na hora do caminhão coletor passar, além de que não é permitido que o lixo gerado por eles seja colocado do outro lado da rua, assim como não se permite que o inverso aconteça.

Segundo Luiz Felipe, “já houve ocasião em que alguns moradores do condomínio postavam seus lixos no passeio, do outro lado da rua, aos fundos do centro comercial, mas reuniões internas definiram a mudança de postura”.

No gramado do centro comercial do bairro Juca Rosa, mesmo com a recente colocação de lixeiras pela Prefeitura de Itabira, pode-se notar que há sacolas de orgânico espalhadas, destruídas pelos cães, com as lixeiras subutilizadas pelos comerciantes locais, onde há bares, restaurantes, hortifrutis, lojas e outros.

Lembrando que, neste amplo espaço, onde há uma academia ao ar livre, famílias levam seus filhos para passeios nos finais de tarde e aos sábados e domingos. Também neste local, alguns cavalos pastam, vez em quando, saboreando o gramado e quando encontram, restos espalhados de comida.

O diretor-presidente da Empresa de Desenvolvimento de Itabira (Itaurb), Amílson Flávio, em recente conversa com a reportagem, assegurou que a autarquia está preparando uma mobilização no intuito de instruir com panfletos, moradores e comerciantes locais sobre o descarte dos inservíveis.

Um outro grave problema que ocorre com frequência no dia da coleta seletiva são os catadores de latinhas e papelão, que rompem as sacolas e deixam espalhadas pelos passeios e ruas o que não lhes serve.

Galeria de Fotos