Lula endossa que a ilha de Taiwan pertence à China continental
Lula afirmou que “a China é só uma”, mantendo um posicionamento que desagrada aos Estados Unidos
No encontro com o líder chinês, Xi Jinping, na última sexta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), endossou a posição brasileira em relação à questão envolvendo a ilha de Taiwan, que se declara autônoma do continente chinês. Na oportunidade, Lula afirmou que “a China é só uma”, mantendo um posicionamento que desagrada aos Estados Unidos, aliado da ilha.
Os chineses terminaram, na semana passada, simulação de cerco e bloqueio a Taiwan, com expressiva força naval e tiros reais em resposta ao encontro da presidente da Câmara dos Representantes norte-americana, Kevin MacCarthy, com a presidente de Taiwan, Tsai Ing Wen.
O porta-voz do ministério chinês, Mao Ning, disse que os americanos se aproximam de autoridades taiwanesas com o propósito de conspirar com “atividades políticas dos separatistas”. “Esta é uma violação grave do princípio de ‘Uma Só China’ e dos três comunicados conjuntos China-Estados Unidos e envia um sinal flagrantemente errado às forças separatistas da ‘independência de Taiwan’, disse.
No encontro entre Lula e Xi Jinping, o presidente brasileiro afirmou que “a República Popular da China é o único governo legal que representa toda a China, e que Taiwan é uma parte inseparável do território chinês”.
Lula, em outra oportunidade, se manifestou sobre o conflito Rússia e Ucrânia, sugerindo que a última cedesse a Crimeia ao país de Vladimir Putin, para por fim à guerra entre os países.
O presidente brasileiro disse, ainda, que os Estados Unidos deveriam parar de incentivar o conflito entre Rússia e Ucrânia. Declaração semelhante foi dita em relação à Europa, acusada também de fomentar a guerra entre os paíse. Lula pediu que “tenham boa vontade em voltar a ter paz no mundo”.
Os grandes jornais americanos, como o Washington Post, Wall Street Journal e The New York Times criticaram a postura do presidente brasileiro.




