Madrugada de temporal deixa bairros alagados e causa prejuízos em toda Itabira; confira o balanço das chuvas
Foram 42 mm de chuva em menos de uma hora e mais de 100 mm acumulados nos últimos dias, provocando alagamentos e danos estruturais

A forte chuva que atingiu Itabira na madrugada desta segunda-feira (23) provocou uma série de impactos em diferentes regiões do município. Em menos de uma hora, foram registrados 42 milímetros de precipitação, enquanto o acumulado chegou a cerca de 117 milímetros em até 96 horas — volume considerado elevado e atípico. O resultado foi a ocorrência de alagamentos, enxurradas, quedas de muro e danos estruturais em vários pontos da cidade.
Os bairros mais afetados pelo temporal incluem Centro, Chapada, Gabiroba, Major Lage de Baixo — também conhecido como Caminho Novo — e Pará, com registros também em outras localidades, atingindo quase todas as regiões da cidade.
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Segundo a Defesa Civil, cerca de 340 pessoas que vivem em 75 moradias estão em áreas de risco já mapeadas e monitoradas. Atualmente, 43 famílias são atendidas por meio de aluguel social no município. Apesar disso, um dado que chama atenção é que as regiões mais impactadas nesta ocorrência não estavam classificadas como áreas de risco no plano de contingência.
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O município já está sob decreto de situação de emergência, reconhecido pelos governos estadual e federal. O documento foi publicado na semana passada em razão de uma forte chuva que atingiu Itabira no início de março. Desde as primeiras horas do dia, equipes da prefeitura, Defesa Civil e demais órgãos municipais atuam em vistorias, limpeza urbana, desobstrução de vias e monitoramento contínuo das áreas afetadas.
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Vila São Joaquim: muro desaba e casas são invadidas pela água
Na Vila São Joaquim, a força do temporal causou uma enxurrada que ocasionou em destruição e deixou moradores em situação crítica. Na rua Vereador Osório Martins de Souza, nas proximidades do clube da Associação Recreativa dos Ferroviários de Itabira (Arfita), a água invadiu residências e estabelecimentos, arrastando lixo, madeira e outros detritos.
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Um dos episódios mais graves aconteceu na própria Arfita, onde um muro próximo à piscina do clube desabou após a invasão da água. O fluxo intenso também atingiu um beco lateral, que funcionou como canal para a enxurrada e direcionou grande volume de água para dentro de casas. Duas residências foram completamente tomadas pela água.
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Apesar da gravidade dos danos, não houve registro de feridos. Moradores acionaram a Defesa Civil, enquanto equipes da Empresa de Desenvolvimento de Itabira (Itaurb) iniciaram a limpeza do local ainda nas primeiras horas da manhã.
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Rua Manganês fica submersa no Major Lage de Baixo
Outro ponto crítico devido ao temporal foi registrado na rua Manganês, no bairro Major Lage de Baixo, onde a via ficou completamente alagada. O nível da água chamou a atenção dos moradores, que enfrentaram dificuldades. O bairro está entre os mais atingidos pela chuva desta madrugada.
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Estragos se espalham por outras regiões da cidade
Além dos casos mais graves, a chuva causou transtornos em diversos pontos de Itabira. No Gabiroba, a avenida Almir Pessoa Magalhães registrou alagamentos, enquanto no Centro e Praia houve acúmulo de água em trechos das avenidas Carlos de Paula Andrade e Cristina Gazire, inclusive com o prédio da Prefeitura Municipal também sendo atingido.
No bairro Amazonas, vias como Central e Ipiranga também foram afetadas. Já na região da Baixada Grande, em Candidópolis, houve transbordamento de córrego, ampliando os danos. Há relatos de ocorrências em praticamente todas as regiões do município.
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O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) chegou a ser acionado para atender possíveis casos de pessoas ilhadas em decorrência ao temporal, nos bairros Amazonas, Major Lage de Baixo e Vila São Joaquim, mas, ao chegar aos locais, o nível da água já havia baixado, não sendo necessária intervenção direta.
Obras e ações preventivas buscam reduzir impactos
De acordo com a Prefeitura de Itabira, o município vem investindo em ações estruturais para minimizar os efeitos de eventos climáticos extremos. Nos últimos cinco anos, foram executadas cerca de 150 obras de contenção e drenagem, além da implantação de aproximadamente 18 quilômetros de redes pluviais em diferentes regiões.
Segundo a administração municipal, essas intervenções têm contribuído para reduzir riscos e evitar ocorrências mais graves, mesmo diante de volumes intensos de chuva como o registrado no início desta semana. As equipes seguem mobilizadas para restabelecer a normalidade e prestar assistência às famílias afetadas.




