Mãe e filha realizam sonho dividindo sala de aula em curso de medicina no Tocantins
Embora os momentos sejam diferentes na vida delas, Adriana e Beatriz convergem no objetivo profissional
Mãe e filha aprovadas para a mesma turma de Medicina em Araguaína, no norte do Tocantins, torna-se a realização de um sonho.
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Foi o que aconteceu com Adriana Coelho de Almeida, de 46 anos, e Beatriz Almeida Dias, de 18 anos, que vão cursar juntas a graduação em uma faculdade particular da cidade.
Adriana é fonoaudióloga há mais de 20 anos, que adiou o sonho da medicina priorizando a criação das filhas, mas manteve o hábito de estudar junto com elas durante o período escolar.
“Sempre acompanhei a vida escolar delas e dizia: ‘Vou fazer o vestibular um dia e vou passar, porque estou estudando junto com vocês”.
Mãe e filha foram aprovadas na primeira turma de Medicina da Faculdade de Ciências do Tocantins (Facit), em agosto de 2025, e iniciaram as aulas em setembro do mesmo ano.
Beatriz, ainda cursando o Ensino Médio, utilizou a nota do Enem e teve que recorrer à Justiça para se matricular. “Foi o resultado que ela sempre sonhou. E cursar aqui na nossa cidade, fazendo faculdade em casa, também é um privilégio”, destaca Adriana, ressaltando que a coincidência gerou “um frio na barriga da filha” durante o processo seletivo. “A Beatriz ficou nervosa. Ela pensava: ‘Meu Deus, se minha mãe passar e eu não, como vai ser?'”. Por fim, as duas comemoraram juntas a conquista, sem precisar sair da cidade natal.
Embora os momentos sejam diferentes na vida delas, Adriana e Beatriz convergem no objetivo profissional. A filha encara a Medicina como um exercício de escuta ativa e empatia. “Quero que o paciente recorra ao meu consultório em busca de acolhimento, não apenas um tratamento”.
Para a mãe, a nova graduação é uma chance de expandir sua capacidade de servir. “Sinto que, com a medicina, vou poder fazer algo além do que já faço na fonoaudiologia”.
Enquanto Beatriz planeja descobrir sua especialização ao longo do curso, Adriana olha para trás com a certeza de que a espera valeu a pena. “Se eu pudesse falar com a Adriana do passado, diria: ‘Continue. Sua hora vai chegar”.
Fonte: G1




