“Mais tempo para construir uma cidade sustentável”, diz prefeito sobre ampliação da operação da Vale em Itabira
Marco Antônio Lage destaca alívio econômico e mais tempo para preparar a cidade para o pós-mineração

O prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), comemorou a ampliação do prazo de operação da Vale no município, agora estendido até 2053. A atualização foi divulgada pela empresa em relatório publicado na Bolsa de Valores de Nova Iorque, revisando a previsão anterior de exaustão das minas, que era 2041.
“Hoje é sexta-feira à noite, eu acabo de receber uma notícia ótima da Vale, de que ela publicou um novo relatório na Bolsa de Valores de Nova Iorque, revisando o seu marco da mineração para as minas de Itabira, estendendo o prazo da exaustão, que era previsto para 2041, para 2053”, afirma o prefeito.
Segundo Marco Antônio Lage, a prorrogação representa um ganho estratégico para o município, especialmente no contexto de preparação para a redução da dependência econômica da mineração. “Portanto, nós teremos mais 12 anos de prazo para continuar trabalhando a cidade, a sociedade civil, os governos, a própria Vale dentro desse projeto de diversificação econômica, que é o ‘Itabira Sustentável’, agora com um pouco mais prazo”, destaca.
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O prefeito também ressaltou que a decisão traz impacto direto na confiança do setor produtivo local e na percepção da população. “Isso nos alivia bastante, isso diminui a ansiedade de empresários, da sociedade de uma maneira geral, porque nos dá mais tempo para que Itabira se prepare para a sua independência, para diminuir a dependência do setor de mineração e vamos continuar trabalhando”, disse.
Ao detalhar os próximos passos, o chefe do Executivo citou projetos estruturantes em andamento. “A gente vai avançando com o ‘Itabira Sustentável’, com o novo distrito industrial, agora com a [captação de] água do Rio Tanque, chegando a partir de 2027, com o planejamento que nós temos de todos os eixos estratégicos para que Itabira cada vez mais se torne uma cidade de economia diversificada, construindo uma nova matriz econômica”, afirmou.
Por fim, ele reforçou a importância do novo prazo para consolidar um legado econômico duradouro. “Mas a notícia é boa, a Vale mantém a produção atual por mais tempo e agora a gente tem um prazo até 2053, para que nós possamos construir essa cidade sustentável e com o legado da mineração, mais tempo para que a mineração deixe o seu legado no nosso território e garanta essa segurança para as futuras gerações”, concluiu.
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O que permitiu a ampliação e os novos parâmetros da Vale
A extensão da operação reflete avanços em pesquisa geológica, estudos de processamento mineral e adoção de tecnologias que asseguram maior aproveitamento dos recursos minerais, dentro de um modelo de mineração mais eficiente, segura e sustentável. De acordo com a Vale, a nova previsão foi divulgada em relatório anual exigido para empresas listadas na bolsa dos Estados Unidos.
A atualização decorre, principalmente, do aprofundamento do conhecimento geológico da região, aliado à evolução das tecnologias de beneficiamento, que passaram a permitir o aproveitamento de materiais anteriormente classificados como estéreis. É o caso da incorporação do itabirito dolomítico ao processo produtivo, que no passado não apresentava viabilidade técnica e econômica e hoje contribui para ampliar a vida útil da operação, além de reduzir os impactos ambientais.
Esse avanço técnico resultou em um aumento relevante da reserva mineral declarada, que passou de aproximadamente 760 milhões de toneladas (base 2024) para cerca de 1,15 bilhão de toneladas (base 2025) — o que representa um aumento de 52%.
A mineração circular é outro pilar da nova forma de operar da Vale em Itabira, que permite o reaproveitamento dos recursos minerais, reduzindo a geração de rejeito e estéril e, consequentemente,




