Mais uma “edição” de buracos na Itabira a Nova Era
Durante cerca de meio século, o itabirano e o novaerense sonharam com o asfaltamento da estrada que liga as duas cidades. Antigo distrito itabirano, São José da Lagoa continuou ligado à velha sede do Mato Dentro por grandes laços de negócios e amizade. Até que enfim, no início de 2008, quando ficou totalmente pronta. Seis […]
Durante cerca de meio século, o itabirano e o novaerense sonharam com o asfaltamento da estrada que liga as duas cidades. Antigo distrito itabirano, São José da Lagoa continuou ligado à velha sede do Mato Dentro por grandes laços de negócios e amizade. Até que enfim, no início de 2008, quando ficou totalmente pronta. Seis meses antes, já tinha sido conferida com alto volume de tráfego. Em agosto de 2008, alcançou o ápice desse movimento para, logo a seguir, ter uma queda, atribuída à crise financeira mundial.
Durante um ano de utilização, a MGC 120 apareceu com quilômetros de buracos, principalmente em trecho construído mais recentemente. Os primeiros buracos foram tapados pela empresa Visor Engenharia, contratada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) que, imediatamente, determinou a elaboração de estudos para se chegar às razões das crateras prematuras.
Sem que se chegasse a uma solução, os buracos, tapados precariamente, voltaram, embora com menos profundidade, mas com uma característica: agora são da segunda etapa de asfaltamento, nos 15 quilômetros mais próximos de Nova Era.
DeFato não conseguiu falar com a empresa que executou a obra — Construtora Barbosa Mello — mas ouviu explicações do engenheiro Álvaro Eduardo Goulart, coordenador da 12ª Região de Minas Gerais. Segundo ele, foi atestado, na última pesquisa de tráfego, realizada no final de março de 2009, que o excesso de peso de carretas que desfilam pelo trecho pode ter sido a causa. Mas ele não antecipa os resultados. Apenas aguarda a finalização dos estudos.
Todavia, persiste a dúvida: por que não houve estragos nos 15 quilômetros próximos de Itabira? Os mesmos 1.000 caminhões que trafegam por dia e chegam a Nova Era são os que saem de Itabira. E com peso idêntico.
Na semana passada, a Visor Engenharia tapava novos buracos. Ou melhor, a empresa parece ter serviço permanente porque o remendo dura pouco e insiste em perenizar-se no trecho. Itabiranos e novaerenses choramingam: “A rodovia demorou e não chegou totalmente”. Um cidadão de Itabira, que prometera desfilar nu no asfalto pronto, está justificando o não pagamento da promessa: “Não vou sair pelado. Posso enfiar o pé num buraco e me dar mal. Fica para quando tiver a certeza de que não correrei esse risco”.