Malafaia foi abordado pela PF e diz que não vai se calar: “só se for preso”

O mandado de busca e apreensão foi determinado pelo STF (Supremo Tribunal Federal

Malafaia foi abordado pela PF e diz que não vai se calar: “só se for preso”
Silas reage a Moraes- Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil

Abordado pela Polícia Federal ao desembarcar vindo de Lisboa, no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, o pastor Silas Malafaia afirmou nesta quarta-feira (20), que só irá se calar se for preso.

O mandado de busca e apreensão foi determinado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

“Eu que sou o criminoso? Isso é uma vergonha…Que país é esse? Que democracia é essa? Vão ter que me prender pra me calar”.

Malafaia teve o celular apreendido e terá que entregar o passaporte, além de ficar proibido de deixar o país, segundo determinação de Moraes.

Relatório da PF encaminhado ao Supremo diz ter identificado que Jair Bolsonaro, seu filho Eduardo e o pastor Silas Malafaia contam com o “auxílio de material de terceiros” para finalidade criminosa.

“Ademais, foi possível identificar que os investigados, Jair e Eduardo Bolsonaro contam com o auxílio de material de terceiros que, atuando em unidades de desígnios, agem de forma direta para consecução da finalidade criminosa. Conforme será demonstrado mais adiante, as ações de colaboração dos demais investigados são realizadas de forma estruturada, a partir de divisão de tarefas, de modo síncrono e ajustada a estratégia criminosa, atualmente em plena continuidade delitiva. Nesse contexto, a análise do material probatório arrecadado identificou que o indivíduo Silas Lima Malafaia, conhecido líder religioso, vem atuando de forma livre e consciente, em liame subjetivo com os demais investigados, na definição de estratégias de coação e difusão de narrativas inverídicas”.

A PF ressalta que o material encontrado no celular do ex-presidente, entre 13 de junho e 18 de julho, corrobora a hipótese de um “conjunto de ações orquestradas” praticadas pelos investigados com o objetivo de coação dos membros do Judiciário e Legislativo.

Malafaia é notório aliado de Bolsonaro, financia e organiza as manifestações que envolvam o ex-presidente. Seu indiciamento foi enviado pelo ministro Alexandre de Moraes à Procuradoria-Geral da República que deverá definir se oferece denúncia, se requisita novas diligências ou se pede o arquivamento da investigação, essa última hipótese pouco provável.

*Fonte: CNN