Manifestação em Monlevade: multidão vai à Câmara e minoria faz baderna
Multidão “invadiu” plenário da Câmara de Monlevade
A cidade de João Monlevade assistiu nessa quarta-feira, 19 de junho, à segunda manifestação por melhorias dos serviços públicos. Dessa vez, cerca de mil pessoas saíram da praça do Povo, em Carneirinhos, e marcharam até a Câmara de Vereadores, onde “invadiram” o plenário durante a reunião ordinária semanal. Alguns dos manifestantes fizeram uso da tribuna e enumeraram as várias reivindicações do grupo.
O movimento, porém, não teve apenas momentos politizados. Também houve baderna, especialmente quando os manifestantes deixaram a Câmara de Vereadores. Um grupo se dirigiu a casa do prefeito Teófilo Torres (PSDB), no bairro Aclimação, e depois passou pela Prefeitura. Na sede do Poder Executivo, vândalos retiraram as bandeiras que ficam hasteadas em frente ao prédio e um dos mastros ficou amassado. Depois, quatro jovens foram presos e oito adolescentes apreendidos porque jogaram pedras e provocaram confusão em frente à residência do ex-prefeito Carlos Moreira, no bairro República.
Protestos
Os manifestantes chegaram à Câmara de Vereadores quando a reunião ordinária semanal já acontecia. Um grande grupo entrou e tomou todos os lugares reservados ao público no plenário. Como não havia espaço suficiente para todos, centenas de pessoas ficaram do lado de fora. Eles fizeram muito barulho, tanto que o presidente da Casa, Guilherme Nasser (PSDB), precisou interromper a reunião por alguns minutos.
Por volta das 19h30, os manifestantes deixaram a Câmara e seguiram em direção à casa do prefeito Teófilo Torres. Havia um forte aparato policial protegendo a residência do chefe do Executivo, que não estava no local. Impedido de se aproximar, o grupo, já em menor número, foi para a sede da Prefeitura. Lá, alguns deles subiram nos mastros e arrancaram as bandeiras do Brasil, Minas Gerais e João Monlevade que ficam hasteadas.
Da Prefeitura, alguns manifestantes foram para a casa do ex-prefeito Carlos Moreira, no bairro República. Quatro foram presos e oito foram apreendidos depois que pedras foram arremessadas contra o telhado da residência. Eles também gritavam frases ofensivas. Com um deles a PM encontrou as bandeiras furtadas em frente à sede do Executivo.