Manifestantes tentam invadir PF após prisão de indígena
Detenção ocorreu por pedido da PGR acatado pelo ministro Alexandre de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão do indígena José Acácio Serere Xavante por práticas ilícitas em atos antidemocráticos. Por conta da decisão, manifestantes tentaram invadir o prédio da Polícia Federal (PF) onde Xavante estava custodiado. Além disso, eles queimaram ônibus e carros na noite desta segunda-feira (12).
A decisão atendeu a pedido da procuradoria-geral da República (PGR), que apontou que o indígena estaria usando sua posição de cacique para influenciar a prática de crimes e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a Polícia Federal, Xavante teria realizado manifestações em diversos locais de Brasília, como no Congresso Nacional, Aeroporto Internacional de Brasília (onde invadiram a área de embarque), no centro de compras Park Shopping, na Esplanada dos Ministérios e em frente ao hotel onde o presidente eleito está hospedado.
Na decisão, Moraes afirma que a prisão preventiva é a única medida capaz de “garantir a higidez da investigação”.
Inaceitável
O senador eleito Flávio Dino, anunciado pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como próximo ministro da Justiça e Segurança Pública, foi ao Twitter condenar a tentativa, por parte de manifestantes, de invadir o prédio da Polícia Federal em Brasília após a prisão de Xavante.
“Ordens judiciais devem ser cumpridas pela Polícia Federal. Os que se considerarem prejudicados devem oferecer os recursos cabíveis, jamais praticar violência política”, escreveu o senador no Twitter.
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O que diz o atual ministro
Já o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, afirmou que desde o início das “manifestações” o Ministério da Justiça, por meio da Polícia Federal (PF), manteve “estreito contato” com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Distrito Federal e com o governo distrital a fim de conter a violência e restabelecer a ordem.
Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal, disse ao Estadão/Broadcast que todas as forças policiais estavam nas ruas de Brasília, para conter os atos de vandalismo.
Segundo Ibaneis, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e o Grupamento Tático Operacional (Gtop) estavam nas vias públicas da capital federal. “Cinco ou seis batalhões estão nas ruas”, disse o governador do Distrito Federal, em mensagem de WhatsApp. Ibaneis afirmou ainda que a diplomação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), “correu muito tranquilamente”.
*Com informações do jornal O Estado de São Paulo




