Coronavírus se concentra nas regiões mais ricas de Minas

Depois de queda, taxa de transmissão da doença volta a subir no estado. Avanço para áreas com menos condições sanitária e hospitalar preocupa

Coronavírus se concentra nas regiões mais ricas de Minas
Foto: Divulgação/PBH

Os casos de coronavírus (Covid-19) em Minas Gerais estão mais concentrados em áreas mais ricas do estado, a Região Metropolitana de Belo Horizonte, Triângulo, Zona da Mata e o Sul/Sudeste. Na outra ponta, está o Vale do Jequitinhonha, a área mineira mais pobre.

O mapeamento do coronavírus em Minas é revelado em estudo desenvolvido por um grupo de alunos e professores do curso de bacharelado de geografia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), que correlaciona a rapidez de disseminação da doença ao dinamismo econômico e à densidade populacional das regiões afetadas primeiro, mas chama a atenção para o risco desse avanço na direção de áreas onde a população tem capacidade reduzida de se proteger, devido às deficiências do saneamento básico, e de buscar atendimento médico adequado.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde divulgados ontem, a velocidade de disseminação do coronavírus subiu na última semana, saindo de uma taxa de 1,27 na quarta-feira para 1,42. Isso significa que 10 pessoas doentes contaminam outras 14. Até a manhã de ontem, boletim da SES apontava 10.464 casos e 278 mortes pela doença em Minas.