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María Corina apela por transição e afirma poder assumir a Venezuela

Trump afirma que domínio dos EUA na América Latina não será mais contestado após captura de Maduro

Donald Trump declarou que Maria Corina não tem apoio popular para a ssumir o poderFoto: Reprodução/YouTube

Líder da oposição na Venezuela, Maria Corina Machado apelou nesta quinta-feira (8) para uma transição de poder mais ordenada e pacífica após a captura do ditador Nicolás Maduro pelas forças especiais dos Estados Unidos, no último sábado (3), em Caracas.

Em entrevista ao portal argentino Infobae, Corina enfatizou que a prisão de Maduro representa o início do desmonte de uma “estrutura de terror e crime”, e agradeceu ao presidente Donald Trump pela intervenção.

“Somos profundamente gratos ao Presidente Donald Trump. Chegar até aqui exigiu visão, coragem e decisão. O Presidente dos Estados Unidos fez isso em benefício de seu povo, seus eleitores, do povo dos Estados Unidos, mas também em benefício dos venezuelanos e de toda a América”.

“Ou seja, vamos transformar a América, e estamos vendo esse movimento acontecer em um hemisfério onde não haverá regimes comunistas, ditatoriais ou narcoterroristas. Porque pode ter certeza, Lucas (nome do repórter a quem ela concedeu a entrevista), que assim que terminarmos de libertar a Venezuela, libertaremos Cuba, libertaremos a Nicarágua”.

Corina definiu a intervenção norte-americana como “um passo gigantesco rumo à liberdade, à justiça, à reunificação dos venezuelanos e ao desmantelamento de toda estrutura de terror e maldade”, mas reiterou que a transição de poder seja feita o mais breve possível argumentou que o primeiro passo seria a “libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos, todos eles”.

Ao ser questionada sobre o posicionamento de alguns líderes estrangeiros que condenaram a ação de Trump por violação do direito internacional, Corina ressaltou a ilegitimidade de Maduro.

As eleições presidenciais da Venezuela em 2024 foram marcadas por acusações da oposição de manipulação do regime chavista nos resultados e que, Edmundo González teria sido o eleito pela população. O CNE (Conselho Nacional Eleitoral, apesar de pressionado pela oposição e eleitores, nunca divulgou as atas do pleito.

Corina continua: “Portanto, as democracias, e especialmente os líderes corajosos que chamam as coisas pelos seus nomes, entendem que a justiça internacional e o direito internacional devem estar a serviço do povo, não dos tiranos. Não podem se tornar uma desculpa para a impunidade absoluta, especialmente uma alimentada por um discurso de dois pesos e duas medidas”.

“O direito internacional deve proteger a soberania das nações. E no caso da Venezuela, todos sabem que a soberania foi exercida no dia 28 de julho, com a emissão de um mandato retumbante com a eleição de Edmundo González Urrutia como nosso presidente. Um mandato para uma transição para a democracia”.

Corina Machado se recusou em taxar a intervenção norte-americana como “invasão”. “Trata-se da libertação da Venezuela dessas forças do mal”.

“O que está claro é que, neste momento, a Sra.Delcy Rodríguez, figura essencial e fundamental em toda a estrutura criminosa, arquiteta dos mecanismos para burlar sanções, para a tortura, para o terror, para a corrupção, sancionada pelo sistema judiciário dos Estados Unidos e de outros países ao redor do mundo, recebeu instruções para que o próprio regime desmantela certas estruturas dentro de seu próprio sistema. E essa é a fase que estamos vivendo agora”.

“Agora, isso é sustentável? Obviamente não. Por quê? Porque lhe falta fundamentalmente, entre outras formas de apoio, mas sobretudo , o apoio do povo da Venezuela. E, no fim das contas, o povo está no centro de tudo e é a força mais poderosa que trará estabilidade a uma transição sustentável e ordenada para a democracia na Venezuela”.

*Fonte: Veja

 

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