Médico e mais quatro são condenados pela Justiça Federal no RJ por venda de diplomas de medicina falsos
O grupo falsificava diplomas das universidades federais da Bahia e do Acre e negociava os documentos entre R$ 50 mil a R$ 400 mil.
Cinco pessoas foram condenadas pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por venda de diplomas falso de medicina, entre eles, um médico.
As penas vão de 16 a 25 anos de prisão, além de multa.
A decisão e da Quinta Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, e as investigações se deram a partir de uma denúncia do Conselho Federal de Medicina à Polícia Federal, alegando que pessoas tentavam obter registros médicos apresentando diplomas falsos, o que gerou a Operação Catarse, em fevereiro de 2023, a princípio com buscas e, na segunda fase, com a prisão dos envolvidos.
A PF descobriu fraude na inscrição de 49 pessoas que apresentaram diplomas falsos de conclusão do curso de medicina, o que provocou a investigação de ao menos 65 médicos, todos da Uneb (Universidade Estadual da Bahia).
O grupo falsificava diplomas das universidades federais da Bahia e do Acre e negociava os documentos entre R$ 50 mil a R$ 400 mil.
As fraudes aconteciam na casa de Ana Maria Monteiro Neta, em Montes Claros (MG), onde foram apreendidos dezenas de carimbos com dados de diretores de secretarias de Educação, faculdades e reitores de universidades, documentos da Universidade Federal da Bahia, caderno com carimbos e rubricas que eram utilizadas pelo grupo criminoso para confeccionar documentos falsos.
Ao ter buscas realizadas em sua casa, Ana Maria arremessou o celular em direção ao quintal do vizinho, o que foi considerado pelos agentes como uma tentativa de ocultar provas.
Em suas contas bancárias havia uma movimentação de cerca de R$ 6 milhões.
Os condenados são:
Francisco Gomes Inocêncio Júnior, médico e responsável pela clínica Saúde Mais Você, em Belford Roxo, apontado como responsável pela captação de interessados na fraude e na comercialização dos documentos. Foi condenado a 16 anos e 1 mês de prisão mais 700 dias multa equivalente a R$ 35.420.
Ana Maria Monteiro Neta, com posição de chefia na organização captando interessados, confecção e comercialização de diplomas de graduação e outros documentos escolares falsos. Condenada a 16 anos, 10 meses de prisão e mais 860 dias multa, equivalente a R$ 43.516.
Reinaldo Santos Passos, também responsável por cooptar interessados, intermediar vendas de documentos e distribuir documentos enviados por Ana Maria. Condenado a 25 anos e 4 meses de prisão mais 900 dias multa equivalentes a R$ 45.540.
Valdelírio Barroso Lima, dono de curso supletivo e envolvido na captação de interessados e comercialização de diplomas de graduação de medicina. Condenado a 16 anos e 1 mês de prisão mais 700 dias multa que equivale a R$ 35.420.
Márcio Moota Santana, subordinado de Ana Maria e que era o encarregado de receber pagamentos dos interessados nos diplomas falsos por ele intermediados e transferir para Ana. Condenado a 15 anos e 1 mês de prisão mais 650 dias multa equivalente a R$ 32.890.




