MG-170 entre Pimenta e Guapé recebe obras de pavimentação e restauração após mais de uma década de espera
Trecho de 15,2 km tem investimentos de R$ 68 milhões; expectativa é concluir intervenções até o próximo ano
Máquinas e equipes de trabalho atuam na pavimentação e restauração da rodovia MG-170, no trecho entre Pimenta e Guapé, no Sudoeste e Centro-Oeste de Minas Gerais. As obras abrangem 15,2 quilômetros e incluem recuperação do asfalto existente, pavimentação de segmentos ainda sem revestimento e finalização de pontes.
As intervenções foram autorizadas em junho deste ano e contam com um investimento de cerca de R$ 68 milhões, provenientes do Tesouro Estadual e de recursos do Acordo Judicial de Reparação de Brumadinho. A expectativa é de que a execução, cujo prazo contratual é de 450 dias, seja concluída até o ano que vem.
O projeto prevê melhorias em dois lotes. No Lote 1, estão incluídos 2,72 quilômetros de recuperação em trechos descontínuos e a conclusão de duas pontes: uma sobre o Córrego Grande ou Cachoeira, que terá o tabuleiro e o encabeçamento finalizados, e outra sobre o Ribeirão Jardim, onde será concluída a laje de transição. Já o Lote 2 prevê a pavimentação de 12,48 quilômetros contínuos, obras de drenagem e a instalação de sinalização vertical e horizontal.
O trecho beneficiará diretamente cerca de 20 mil moradores dos municípios de Pimenta e Guapé, facilitando a ligação entre o Sudoeste e o Centro-Oeste mineiro por meio da BR-265 e da MG-050. A região tem forte produção agrícola, principalmente de café e soja, além de atrativos turísticos como o distrito de Santo Hilário, banhado pelo Lago de Furnas.
As obras estavam paralisadas desde 2014 e eram aguardadas pela população há aproximadamente 30 anos. Moradores locais relatam que a pavimentação deverá melhorar o escoamento da produção rural e impulsionar o turismo regional.
As intervenções também integram o programa Caminhos pra Avançar e geram cerca de 100 empregos diretos e 400 indiretos, segundo a empresa responsável pela execução.
O Acordo de Brumadinho, que viabilizou parte dos recursos, foi firmado entre o Governo de Minas, o Ministério Público de Minas Gerais, o Ministério Público Federal, a Defensoria Pública do Estado e a mineradora Vale S.A., com mediação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, como forma de reparação socioeconômica e ambiental pelos danos causados pelo rompimento de barragens em 2019, que resultou na morte de 272 pessoas.




