Minas planeja central de perecíveis para estimular exportação de alimentos

A construção de uma central de perecíveis no entorno do Aeroporto Internacional Trancredo Neves, em Confins, na Grande BH, para estimular as exportações de frutas e outros alimentos produzidos em Minas Gerais, deverá custar R$ 6 milhões, conforme orçamento estimado pelo governo estadual. Técnicos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico já estão analisando áreas […]

A construção de uma central de perecíveis no entorno do Aeroporto Internacional Trancredo Neves, em Confins, na Grande BH, para estimular as exportações de frutas e outros alimentos produzidos em Minas Gerais, deverá custar R$ 6 milhões, conforme orçamento estimado pelo governo estadual. Técnicos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico já estão analisando áreas disponíveis para o empreendimento, informou ontem o subsecretário de Investimentos Estratégicos, Luiz Antônio Athayde.

Em no máximo 90 dias, o terreno já estará definido para o projeto, com o qual o governo mineiro pretende começar a tornar realidade o conceito de plataformas logísticas e de transportes no Vetor Norte da Grande BH. A intenção é de que o centro de perecíveis seja erguido em parceria com a iniciativa privada. “É um investimento estratégico para aumentar a nossa capacidade em logística de suportar o esforço de exportação, não só de frutas, mas, num passo seguinte, de outros setores com potencial exportador, como flores”, afirmou o subsecretário.

As centrais de perecíveis são uma tendência nos grandes aeroportos do mundo e já estão presentes nos terminais de Campinas, Fortaleza e Petrolina. A infraestrutura desses equipamentos é dotada de câmaras frias e túneis de resfriamento, funcionando como uma espécie de pulmão que conserva os alimentos antes do embarque. Além de frutas e flores, poderá atender as exportações de carnes. O projeto foi desenhado, de imediato, em função do aumento das exportações de frutas do Norte de Minas, incluindo a produção do Projeto Jaíba.

No ano passado, as exportações de manga Palmer, embarcadas em Confins, cresceram 74,3% em comparação ao resultado de 2009, e as vendas de limão no exterior cresceram 226%, neste caso, com escoamento em contêineres resfriados levados por caminhão até o litoral de Salvador, conforme levantamento feito pela Central Exporta Minas, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento, que atua em parceria com instituições do setor privado.

Para Jorge Duarte de Oliveira, diretor da Central Exporta Minas, o centro de perecíveis daria impulso, principalmente, às vendas externas de manga, fruta mais sensível, que precisa alcançar rápido o consumidor e, por isso, só comporta o transporte por avião. O comércio de banana prata, esta última ainda restrita ao mercado interno, também ganharia força. “Falamos de instalações críticas e que devem permitir que os produtores dobrem as exportações, atingindo mercados mais distantes”, afirma. Consultoria especializada contratada pelo governo do estado no ano passado indicou que o centro de perecíveis deve ficar ser instalado num raio de 5 a 8 quilômetros do Aeroporto de Confins.