Minas registra terceira morte no período chuvoso e soma mais de 3 mil desalojados
Defesa Civil aponta 120 municípios em situação de anormalidade e mantém alerta para continuidade das chuvas
Minas Gerais chegou à terceira morte confirmada no atual período chuvoso, iniciado em 1º de outubro de 2025. A vítima mais recente é o menino João Miguel, de 7 anos, arrastado por uma enxurrada durante um temporal em Pouso Alegre, no Sul do estado. O corpo da criança foi localizado no sábado (17), após cerca de 42 horas de buscas.
Além do caso em Pouso Alegre, outras duas mortes foram registradas em decorrência das chuvas neste ciclo: um menino de 5 anos, soterrado após o desabamento de um muro em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e uma mulher de 30 anos, que morreu após sofrer uma descarga elétrica durante uma atividade de lazer em São Tomé das Letras, também no Sul de Minas.
De acordo com o boletim mais recente da Defesa Civil de Minas Gerais, o estado contabiliza 120 municípios em situação de anormalidade em razão dos impactos provocados pelas chuvas. O levantamento aponta ainda 457 pessoas desabrigadas, aquelas que precisaram de abrigo público, e cerca de 3 mil desalojadas, que deixaram suas casas e passaram a contar com o apoio de familiares ou amigos.
Os dados consolidados do período indicam que os maiores impactos ocorreram entre novembro e dezembro de 2025, com registro de eventos associados a chuvas intensas, alagamentos e vendavais. Municípios das regiões da Zona da Mata, Triângulo Mineiro, Norte de Minas e Vale do Rio Doce concentraram volumes elevados de pessoas afetadas, principalmente na categoria de “outros impactados”, que inclui prejuízos indiretos.
Em janeiro de 2026, as ocorrências continuam sendo monitoradas. Até o momento, sete eventos com impacto relevante foram registrados no estado, sem confirmação de óbitos neste mês. As situações mais expressivas envolveram chuvas intensas em cidades do interior, com destaque para Três Marias e Almenara, que apresentaram os maiores números de pessoas afetadas no período analisado.
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil informa que mantém monitoramento permanente das condições meteorológicas e reforça orientações à população que vive em áreas de risco. Entre as recomendações estão evitar transitar por áreas alagadas, não atravessar enxurradas, não se abrigar sob árvores durante tempestades e ficar atento a sinais de deslizamento, como trincas em paredes, inclinação de postes e surgimento de água barrenta em encostas.
A Defesa Civil também orienta que, ao perceber qualquer indício de risco, a população procure um local seguro e acione o órgão pelo telefone 199. O acompanhamento do período chuvoso segue sendo realizado de forma integrada com municípios e outros órgãos estaduais, enquanto as previsões indicam a possibilidade de novas ocorrências nos próximos dias.