Mineirão dividido, tabus e mistério: Cruzeiro e Atlético fazem o primeiro clássico de 2017

Torcidas de Cruzeiro e Atlético estarão juntas no Mineirão nesta quarta-feira, 1º de fevereiro

Mineirão dividido, tabus e mistério: Cruzeiro e Atlético fazem o primeiro clássico de 2017

O Mineirão viverá uma noite das antigas nesta quarta-feira, 1º de fevereiro. Cruzeiro e Atlético se enfrentam pela rodada inicial da Primeira Liga, a partir das 19h30, com o estádio dividido ao meio. Desde 2013, quando o Gigante da Pampulha foi reinaugurado, isso não acontecia. Além desse ar de anos 90, o clássico entre os maiores rivais de Minas Gerais também é apimentado por tabus e mistério por parte dos treinadores.

O Cruzeiro não perde há quatro partidas para o Atlético. A última derrota para o Galo foi em 2014, no segundo jogo da final da Copa do Brasil. De lá para cá foram duas vitórias da Raposa e dois empates. Por outro lado, considerando apenas os clássicos no Mineirão, os alvinegros não são derrotados pelos celestes também há quatro jogos. O último revés foi em julho de 2013.

Cruzeiro

Os dois treinadores fazem mistério quanto às escalações. No lado do Cruzeiro, Mano Menezes afirmou, após a estreia pelo Campeonato Mineiro, que poderia mesclar o elenco no clássico, por causa da sequência de jogos no início de temporada. No último treino, nessa terça-feira, 31 de janeiro, o comandante da Raposa fechou a atividade para imprensa, que só pôde acompanhar o aquecimento dos atletas.

Para o clássico, Mano não terá desfalque além dos jogadores que já estavam no departamento médico desde a pré-temporada. O meia-atacante Alisson, que saiu com dores no joelho esquerdo na vitória sobre o Villa Nova, treinou normalmente. Da mesma forma, o volante Lucas Romero, que sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo na atividade dessa segunda-feira, apareceu no campo nesta terça fazendo corridas e também não deve preocupar.

 “Clássico é jogo a parte. As duas equipes farão seu segundo jogo, no mesmo nível, mas isso não vai influenciar na partida. É um jogo bem disputado, onde cada metro é importante de ganho de espaço, de terreno. O time que erra menos, acaba tendo uma vantagem muito grande. O clássico em si equipara muito a vontade e a disputa. Quem ganhar mais nas disputas de bola e quem errar menos terá chance maior de vencer”, avaliou o goleiro Rafael.

Atlético

No Atlético também há mistério. A atividade dessa terça-feira também foi fechada à imprensa, que teve acesso ao centro de treinamento apenas para entrevistas e imagens dos instantes iniciais do treino.

O técnico Roger Machado tem problemas na linha de frente. O Galo não terá os atacantes Robinho, em recuperação de uma pequena fratura na região lombar, Luan, que trata de dores no joelho, e Fred, que cumpre o último jogo de suspensão pela expulsão na edição do ano passado, quando ainda defendia o Fluminense. Clayton, Maicosuel e Hyuri brigam por uma vaga na equipe, ao lado do argentino Lucas Pratto. As novidades entre os relacionados são os retornos do zagueiro Leonardo Silva, recuperado de lesão, e o lateral-direito Patric, que não estava na relação para a estreia do time na temporada, contra o América-TO, no último fim de semana, pelo Campeonato Mineiro.

“Poderia ter um nível técnico maior se houvesse mais tempo de preparação, mas o clássico é muito na vontade, na raça. Então, temos tudo para fazer um grande jogo. A gente tem trabalhado muito bem nessas três semanas de treinamento e temos tudo para fazer um grande jogo”, afirmou o zagueiro Gabriel.

Cruzeiro x Atlético

Cruzeiro: Rafael; Ezequiel, Manoel, Léo e Diogo Barbosa; Henrique, Ariel Cabral, Robinho, Alisson e Arrascaeta; Rafael Sobis. Técnico: Mano Menezes

Atlético: Giovanni; Marcos Rocha, Felipe Santana, Gabriel e Fábio Santos; Rafael Carioca, Yago, Clayton (Maicosuel ou Hyuri), Cazares e Otero; Lucas Pratto. Técnico: Roger Machado

Motivo: 1ª rodada do Grupo C – Copa da Primeira Liga

Data: 1º de fevereiro de 2017, quarta-feira, às 19h30

Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

Árbitro: Wanderson Alves de Souza (MG)

Auxiliares: Luiz Antônio Barbosa (MG) e Felipe Alan de Oliveira (MG)