Ministério Público denuncia Itair Machado e mais oito pessoas

Prejuízo ao cofre do clube é de aproximadamente R$ 6,5 milhões

Ministério Público denuncia Itair Machado e mais oito pessoas
Os ex-dirigentes da Raposa estão sendo investigados pelo MPMG (Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro)

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou, nesta quinta-feira, três ex-dirigentes do Cruzeiro– o ex-presidente Wagner Pires de Sá, o ex-vice-presidente-executivo Itair Machado e o ex-diretor-geral Sérgio Nonato – e mais seis pessoas. Segundo o órgão, as denúncias são por crimes de lavagem de dinheiro, apropriação indébita, falsidade ideológica e formação de organização criminosa.

Além dos ex-dirigentes da Raposa, também foram denunciados para a Justiça um ex-assessor de futebol clube, três empresários, um ex-presidente do Ipatinga (clube pelo qual Itair Machado também passou) e o pai de um atleta das categorias de base do Cruzeiro. Ainda de acordo com o MPMG, o prejuízo das ações irregulares do grupo ao Cruzeiro, decorrente somente dos crimes de apropriação indébita e lavagem de dinheiro, é de cerca de R$ 6,5 milhões.

Além da condenação dos investigados, o MPMG pede que seja fixada indenização à Raposa do prejuízo causado e, a título de dano moral coletivo, dano à imagem do clube, com o pagamento correspondente a 100% do prejuízo efetivamente causado (R$ 6,5 milhões). O Ministério Público aguarda decisão sobre levantamento de sigilo de medidas, dados e informações ainda em segredo de justiça, já requerido, para divulgar maiores informações sobre o caso.

“Em função desses crimes, foi apurado um prejuízo da ordem de R$ 6,5 milhões contra o Cruzeiro, valor que o Ministério Público pede que os denunciados por apropriação indébita ressarçam o clube. Além disso, o MP também formulou o pedido para que as pessoas denunciadas por integrar a organização criminosa indenizem o clube por dano a sua imagem neste mesmo montante de R$ 6,5 milhões”, explicou Daniel Sá, promotor responsável pelo caso.
“As investigações ainda vão prosseguir. Tanto por parte da Polícia Civil como por parte do Ministério Público para que possam apurar outros fatos delituosos e outros possíveis envolvidos nestes fatos”, complementou.