A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, revelou ter sido alvo de uma ameaça de bomba na manhã desta quarta-feira (18), em Brasília. A declaração foi feita durante uma palestra em uma universidade privada, onde ela participava de um evento sobre direitos das mulheres.
Mineira de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, e atualmente residente em Belo Horizonte, a ministra chamou atenção não apenas pelo relato, mas também pela forma como reagiu: com firmeza e bom humor diante da gravidade da situação.
“Não morro de jeito nenhum”, diz ministra
Ao iniciar sua fala, Cármen Lúcia surpreendeu o público ao comentar o episódio de maneira descontraída. Segundo ela, a ameaça foi comunicada enquanto se dirigia ao evento.
“Agora de manhã, vindo para cá, me comunicaram que mandaram uma bomba para me matar”, disse. Em seguida, completou: “Eu estou vivíssima, cada vez mais”.
A ministra, de 71 anos, ainda afirmou que pretende viver mais de 100 anos “até por pirraça”, arrancando reações do público presente. A fala ocorreu diante de estudantes, que, segundo ela, rapidamente se colocaram ao seu lado diante da situação.
Caso levanta alerta sobre segurança institucional
Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não havia se manifestado oficialmente sobre o caso. Ainda não há confirmação pública sobre a veracidade da ameaça ou detalhes da apuração.
O episódio, no entanto, reacende o alerta sobre a segurança de autoridades e das instituições em Brasília, especialmente após ocorrências recentes envolvendo ameaças e ataques na região da Praça dos Três Poderes.
Histórico de ameaças preocupa
Nos últimos anos, episódios semelhantes têm elevado o nível de tensão na capital federal. Em 2024, um homem morreu após detonar explosivos nas proximidades do STF. Já em 2025, outra ameaça mobilizou forças de segurança, embora nenhum artefato tenha sido encontrado.
Esses casos reforçam o cenário de preocupação com a escalada de ameaças contra integrantes do Judiciário e autoridades públicas.
Origem mineira e trajetória consolidada
A repercussão do caso também destaca a trajetória de Cármen Lúcia, uma das principais figuras do Judiciário brasileiro. Natural de Montes Claros, a ministra construiu carreira sólida e mantém raízes em Minas Gerais, estado onde também reside atualmente.
Sua atuação firme, aliada a um perfil discreto, tem marcado sua passagem pelo STF — e episódios como o desta quarta-feira evidenciam não apenas os desafios da função, mas também a postura adotada diante de situações extremas.

