Moradora se queixa de esgoto a céu aberto em seu quintal

A própria mulher chegou a abrir o local e construir uma caixa de esgoto provisória

Moradora se queixa de esgoto a céu aberto em seu quintal

Um esgoto a céu aberto aos fundos de casa tem incomodado Aparecida do Rozário Alves, moradora da rua Aníbal Vicente Ferreira (BW14), 158, no bairro Gabiroba. Há mais de nove anos, o canal jorra água suja dia e noite e exala forte odor. A dona-de-casa procurou a redação de DeFato Online pedindo ajuda na solução do problema vivido por ela e pela família.

De acordo com Aparecida, a maior dificuldade ocorre em períodos chuvosos, quando o esgoto que sai da rede aberta desce juntamente da água da chuva e entra em sua casa. Ela afirma que a situação tem se agravado e o resultado é o constante mau cheiro, além da presença de ratos e animais peçonhentos. “Já achamos dentro de casa ratazanas tão grandes que dependendo do gato, nem ele consegue pegar”, reclamou a mulher.

Quando se mudou para o local, há quase dez anos, o esgoto já existia. Hoje, Aparecida que tem seis filhos e uma neta de seis meses, diz que em diversas ocasiões já procurou pela Defesa Civil para auxiliá-la, uma vez que em nessa época o volume de água aumenta por causa do esgoto.

A própria mulher chegou a abrir o local e construir uma caixa de esgoto provisória para amenizar o problema, porém, os transtornos continuam. A Secretaria de Obras e o Saae também já foram acionados anteriormente. Há aproximadamente cinco anos, o setor de Obras chegou a mexer no local, desviando o esgoto para o lote ao lado, uma vez que o morador havia se mudado. Porém, com o retorno do vizinho, ele voltou a rede para o quintal de Aparecida, também por conta própria. A moradora faz um apelo. “Os momentos mais difíceis que a gente atravessa é o período de chuva. Tenho uma netinha com problemas respiratórios e temo pela vida dela. Estou muito, muito revoltada”.

Resolução

Diante da queixa de Aparecida, a reportagem procurou pela direção do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) para falar sobre a situação. De acordo com o engenheiro sanitarista da autarquia, Jorge Borges, houve problemas contratuais com a empresa que executaria o serviço no bairro e faria a despoluição da bacia na região. Ele ainda informou que a obra não foi realizada  também porque a prefeitura está trabalhando a legalização de documentações. O engenheiro se comprometeu a contatar o diretor-presidente do Saae, Jacir Benelli Primo, o mais breve possível para verificar o transtorno e como declarou, "abraçará a causa".