Moradores de Lagoa Santa serão obrigados a usar máscaras

Decreto publicado na última segunda-feira (6) obrigará uso de máscaras para qualquer lagoa-santense que sair de casa, como medida de contenção à pandemia do novo coronavírus

Moradores de Lagoa Santa serão obrigados a usar máscaras
Blitz educativa foi montada na entrada da cidade – Foto: Divulgação/Facebook/Prefeitura de Lagoa Santa

Moradores de Lagoa Santa serão obrigados a usar máscaras sempre que saírem de casa. A determinação está em um decreto assinado no início da semana. Nesta quinta-feira (9), a Prefeitura utilizou as redes sociais para anunciar que está realizando uma “blitz educativa” para instruir aos populares que adentram na cidade sobre o uso correto do material e sobre a obrigatoriedade que passa a valer nesta sexta (10).

No decreto, a Prefeitura de Lagoa Santa ressalta que os cidadãos devem, de preferência, utilizar máscaras caseiras. O texto do comunicado também informa quanto aos cuidados e precauções que devem ser tomadas no uso, higienização e descarte das máscaras.

O decreto também dispõe sobre sanções em caso de descumprimento do uso de máscaras por parte de pessoa jurídica. O texto informa que, ignorada uma notificação inicial, depois de 24 horas, o estabelecimento comercial, industrial ou prestador de serviço em questão “estará sujeito à multa, suspensão do alvará sanitário e de funcionamento, bem como a interdição temporária do local.”

Polêmica com a capital

Recentemente, as administrações municipais de Lagoa Santa e Belo Horizonte, distantes apenas 37 quilômetros, se envolveram em polêmica. No último dia 3, o prefeito de BH, Alexandre Kalil (PSD), havia proibido a entrada de ônibus vindos de Lagoa Santa na capital.

A medida de Kalil foi uma resposta a um decreto anterior publicado pelo prefeito de Lagoa Santa, Rogério Avelar (PPS), que recomendava, mas não proibia, o fechamento do comércio na cidade.

Após a declaração de Alexandre Kalil, que chegou a se referir à Lagoa Santa como “balneário de férias irresponsável”, a prefeitura da cidade, por meio de nota oficial, limitou-se a dizer que “respeita a autonomia do município de Belo Horizonte”.

No entanto, horas depois da resposta, a prefeitura de Lagoa Santa editou o mesmo decreto, restringindo o funcionamento do comércio na cidade. Com isso, Alexandre Kalil voltou atrás da decisão e normalizou as entradas dos ônibus que partiram de Lagoa Santa para a capital.