Moradores do Brazuca finalmente se mudam para apartamentos
Caminhões providenciados pela Prefeitura fazem a mudança
Na manhã desta terça-feira, 19 de agosto, parte dos moradores do Brazuca finalmente mudaram-se para o Residencial Santa Marta III. A obra, que foi oficialmente entregue no dia 29 de abril deste ano, enfrentou problemas com energia elétrica, e só foi liberada agora para os abrigados.
Durante todo o dia, um total de 24 famílias vão mudar para o residencial. Segundo a secretária de Ação Social, Valquíria Pascoal, há uma programação na qual famílias com crianças e idosos são priorizadas. “Depois vamos seguir o curso normalmente. Estamos com duas equipes, uma no Brazuca e outra no Santa Marta para auxiliar e organizar a mudança das famílias, que estão recebendo em mãos as chaves de suas moradias”, contou a secretária.
Sobre o problema de energia dos prédios, Valquíria disse que já foi resolvido e não há qualquer pendência no Santa Marta III. “A Prefeitura não proporcionaria essa mudança se houvesse qualquer problema”, destacou.
O jovem Tiago Teixeira, de 22 anos, foi o primeiro morador a realizar a mudança e disse estar muito emocionado. “Depois de muito sofrimento no bairro Drummond, agora é só vitória. Está arrumadinho, pronto para receber a gente. Agora é Deus abençoar, trabalhar e pagar tudo direitinho”, contou.
Ainda no Brazuca, enquanto organizava seus pertences para a mudança, Maria Paula, de 60 anos, destacou que agora vai conseguir receber visitas em casa. “Estou muito feliz porque agora tenho a minha casa”, disse. Quanto ao atraso na entrega, Maria não se incomodou. “A gente sabia que iriam arrumar, então só tivemos que esperar um pouco mais”.
Antônio Rita dos Santos, de 41 anos, compartilha da mesma opinião. Segundo ele, os moradores não “esquentaram a cabeça” com o problema. “A Ação Social nos orientou, explicou que houve problema, então a gente só esperou o dia chegar”, explicou. Realizado por ganhar sua casa, ele disse estar feliz ao ver todos saindo para um lugar melhor. “Todo mundo aqui é amigo, sempre me trataram bem, somos quase uma família”.