Moradores do São Marcos querem impedir obras do centro de internação para menores

Paulo Soares sugeriu que três pessoas, representantes dos residentes, conversem com o prefeito Damon de Sena

Moradores do São Marcos querem impedir obras do centro de internação para menores

Alguns moradores do bairro São Marcos, em Itabira, procuraram pelo vereador e líder do governo na Câmara de Vereadores, Paulo Soares (PSB), nessa terça-feira, 16 de dezembro. Eles pediram que o governista intervenha junto ao Executivo para que o centro de internação de menores não seja construído no antigo Brazuca. Uma equipe já realiza serviços de topografia no local. 

O espaço foi confirmado pelo secretário municipal de Ordem Pública, Júlio Ferreira, como o local escolhido para a realização das obras. Segundo o ex-comandante do 26º Batalhão, a secretaria de estado de Defesa Social (Seds), aceitou o prédio para servir como centro socioeducativo.

De acordo com um dos representantes que esteve no Legislativo, o empresário Iriene Lopes Guedes, os bairros São Marcos, Panorama, Vila Unidas e principalmente São Cristóvão, sempre conviveram com a questão do uso de drogas e hoje tentam recuperar a credibilidade. Iriene alegou que nas proximidades do Brazuca há duas creches e uma escola, o que pode representar uma insegurança. “Na minha opinião e de milhões de brasileiros, quando você fala em menores infratores, a maioria é menor infrator só na idade, pois eles são maiores há muito tempo”, disse, referindo-se ao envolvimento no crime desde cedo.

Segundo o empresário, o espaço trará como consequências um “corredor de drogas”, o medo de as pessoas saírem às ruas e a desvalorização do bairro. O empresário sugeriu que o Brazuca abrigasse um local para atividades físicas para idosos, por exemplo, e que o centro de internação poderia ser feito em zonas rurais, com ressocialização e atividades como marcenaria, solda e plantação.

Paulo Soares sugeriu que três pessoas, representantes dos residentes, conversem com o prefeito Damon de Sena para expor a situação. Como Iriene acredita que apenas três pessoas não conseguem representar o bairro como um todo, ele propôs que a associação e os moradores realizem uma reunião com a presença do prefeito.