Morre, aos 80 anos, o baterista dos Rolling Stones, Charlie Watts
Ao lado de Mick Jagger e Keith Richards, ele era um dos membros mais antigos da icônica banda
O mundo do rock lamenta uma grande perda nesta terça-feira (24). Faleceu, aos 80 anos, o baterista dos Rolling Stones, Charlie Watts. A causa da morte, ocorrida em um hospital de Londres, não foi confirmada. Recentemente, Charlie havia passado por uma cirurgia cujos detalhes não foram muito divulgados. À época, seu representante disse que o procedimento havia sido “completamente bem-sucedido”, mas ele precisaria se ausentar da turnê da icônica banda de rock, com início previsto para 26 de setembro.
— The Rolling Stones (@RollingStones) August 24, 2021
A notícia da morte de Watts foi confirmada pelo agente do músico, Bernard Doherty, à imprensa britânica. “Charlie era um querido marido, pai e avô e, também como membro dos Rolling Stones, um dos maiores bateristas de sua geração. Pedimos gentilmente que a privacidade de sua família, membros da banda e amigos próximos seja respeitada neste momento difícil”, acrescentou Doherty.
Sobre o cantor
Charles Robert Watts, conhecido como Charlie Watts (Londres, 2 de junho de 1941 – Londres, 24 de agosto de 2021), foi um baterista da banda de rock britânica The Rolling Stones. Ele entrou para o grupo, como baterista, em 1963.
Filho de um caminhoneiro, Charlie era o baterista da Blues Incorporated. Essa foi a primeira banda britânica formada exclusivamente de músicos brancos a tocar Blues, um ritmo de negros americanos que fazia muito sucesso com a juventude londrina no começo da década de 1960. O grupo, liderado por Alexis Korner, tocava regularmente no Ealing Club de Londres.
Foi lá que Mick Jagger, Keith Richards e Brian Jones, fãs incondicionais de Blues americano, conheceram Watts e se empolgaram com sua qualidade como músico. Convidaram-no, humildemente, para ser o baterista da banda que estavam planejando formar, admitindo que não tinham como pagá-lo naquele instante.
Charlie acabou aceitando trocar o já estável Blues Incorporated pelo projeto de Mick, Keith e Brian, o que, em pouco tempo, se demonstrou com a decisão profissional mais acertada de sua vida.




