Motorista que matou homem atropelado alega ter tido crise de pânico
O carro foi entregue para perícia da Polícia Civil

O motorista acusado de atropelar e matar um homem na avenida Mauro Ribeiro, no bairro Esplanada da Estação, em Itabira, se apresentou na tarde desta segunda-feira (27) na Delegacia de Polícia Civil. Em entrevista à imprensa, o advogado do acusado declarou que seu cliente sofre de sindrome do pânico e teve uma crise. O carro foi entregue para perícia da Polícia Civil. O motorista prestou depoimento e em seguida foi liberado.
O autor do atropelamento dirigia um Hyundai I30, de cor preta, e fugiu sem prestar socorro. Cleuton Silva Lopes, de 31 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu antes mesmo de dar entrada no Pronto-Socorro Municipal de Itabira. Outra vítima foi socorrida com ferimentos leves.
“Ele alega que viu um vulto, desviou para a direita e atingiu algo que no dia seguinte veio a saber que era uma pessoa que veio à obito. Em seguida ele entrou em contato com o escritório para saber o que fazer, nós orientamos a ele se apresentar, dar sua justificativa e colocar as coisas às claras . Ele declara que tem um problema de crise de pânico e esse foi o motivo para não ter parado. Temos laudos médicos e vamos juntar ao processo”, afirmou o advogado.

De acordo com o advogado, o motorista pretendia ir à uma padaria no bairro Caminho Novo quando aconteceu o acidente. Sobre a velocidade do carro no momento da colisão, ele alega que era “compatível com a via”.
“Ele não se lembra de forma específica qual era a velocidade. Mas, como antes do local do acidente tem um quebra-mola, ele lembra de ter reduzido e depois começou a imprimir a velocidade normal do carro, em torno de 60km por hora”, destacou o advogado.
Após o acidente o motorista teria seguido dirigindo até o bairro Amazonas, chegou em casa, tomou os medicamentos para controlar a sindrome do pânico e dormiu. “Ele sabia que tinha colidido com alguma coisa e entrou em pânico. Chegou em casa e tomou os medicamentos que o fizeram dormir”, comentou a defesa. Na manhã do dia seguinte ao acidente, por volta de 8h, o acusado entrou em contato com a defesa por telefone.
“Foi o horário que ele acordou, foi na garagem e viu que o veículo estava acidentado. Então, ele procurou nos meios de notícia para saber qual era a situação e viu que teve um acidente com uma pessoa que veio a óbito e as características do carro dele eram citadas”, destacou o advogado.




