Motoristas de transporte escolar insistem em ampliar idade dos veículos para 20 anos

Projeto de lei que legaliza o transporte escolar está em intensa discussão desde o ano passado

Motoristas de transporte escolar insistem em ampliar idade dos veículos para 20 anos
O projeto de lei que regulariza o serviço de transporte escolar em Itabira recebeu algumas sugestões de mudanças, foi discutido mais uma vez na reunião de comissões da Câmara Municipal, mas ainda não será votado na próxima semana. Entre as mudanças que podem ser aprovadas está uma sugestão da associação que representa a categoria de aumentar para 20 anos a idade dos veículos.
 
A informação não consta no projeto de lei que está em discussão na Câmara e seria regulamentada por meio de decreto, que é assinado pelo prefeito após a aprovação e sanção da lei. Mas os profissionais do transporte escolar temem que o prefeito estipule um tempo de vida útil muito baixo e querem que o item seja inserido dentro do projeto de lei.
 
O decreto em vigência permite veículos com até 12 anos em Itabira. O presidente da associação dos transportadores, José Afonso do Couto, argumenta que o Departamento de Estradas e Rodagens (DER), que fiscaliza o transporte em toda Minas Gerais, permite veículos com até 20 anos. Na visão dele, não há motivo para o mesmo não acontecer em Itabira.
 
Solimar José da Silva (SD), presidente da Câmara, manifestou opinião favorável à proposta dos profissionais, que pode se tornar uma emenda ao projeto. “Desde que a inspeção dos veículos seja feita de forma periódica, e bem feita, não vejo dificuldade nenhuma. Até porque os valores dos veículos são muito altos. Normalmente as pessoas financiam os veículos em até dez anos. Então teria um tempo depois para usufruir do investimento”, disse o presidente.
 
Polêmica do Dobló
Outro ponto que tem dado o falar na confecção do projeto de lei é a quantidade de passageiros dos carros. Anteriormente o projeto falava em veículos com 12 lugares, no mínimo, mas um dono de Dobló reivindicou e o presidente Solimar apresentou uma emenda que reduz essa quantidade para 7 lugares. A proposta não agradou o presidente da associação, José do Couto. Ele acredita que a quantidade mínima de 12 deveria ser mantida.
 
Solimar, entretanto, diz que o objetivo é democratizar o processo. “Primeiro, as pessoas que têm Dobló, o custo do veículo é mais baixo, então a ideia é atender profissionais com um poder aquisitivo menor. É questão de livre concorrência. E também as pessoas que trabalham com Dobló, elas cobram um preço mais baixo. A minha intenção é atender inclusive o pai de família que tem filho estudante e tem um poder aquisitivo menor”, declarou o vereador, ao ressaltar que outras cidades, como Belo Horizonte e Uberlândia, têm leis municipais que permitem perfeitamente o uso de tais veículos para o transporte escolar.