Motta cogita indicar Nikolas Ferreira para o comando da CPI do INSS
Se realmente confirmar sua indicação à CPMI, o deputado mineiro poderá ampliar a crise entre os poderes
Depois de atritos entre a cúpula do Congresso e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, depois de rebater críticas nesta segunda-feira (30) sobre a derrubada do decreto do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), avalia nomear um nome mais próximo à ala dos deputados aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como Nikolas Ferreira (PL-MG), como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre os desvios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), conforme apuração do Poder360.
A animosidade entre o presidente da Câmara e o governo federal ocorre após críticas e um vídeo publicado pelo PT em que intensifica o discursos de enfrentamento entre pobres e ricos, um dos mimos do presidente Lula, que sempre ressalta que os pobres pagam muitos impostos e os ricos quase nada.
Em resposta, Motta disse: “Quem alimenta o “nós contra eles” acaba governando contra todos. A Câmara dos Deputados, com 383 votos de deputados de esquerda, de direita, decidiu derrubar um aumento de imposto sobre o IOF, o imposto que afeta toda a cadeia econômica”.
Apuração do Poder360 entre aliados, afirma que Motta quer que o Planalto tome a decisão de pacificação entre os poderes e cesse a crítica de “nós contra eles”.
Motta dava sinais de querer um membro do Centrão na relatoria da comissão, mas, agora, se mostra disposto a indicar um nome bolsonarista caso o governo não recue das críticas.
Nikolas tem um perfil mais crítico do governo e suas postagens nas redes sociais têm alto engajamento público. Não faz muito tempo, o parlamentar postou um vídeo contradizendo regras de fiscalização proposta pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad, atingindo cerca de 300 milhões de visualizações e deixando saldo negativo para o governo Lula.
Se realmente confirmar sua indicação à CPMI, o deputado mineiro poderá ampliar a crise entre os poderes.
Por outro lado, o presidente Lula tem sido aconselhado a não ter enfrentamento com o Congresso, o que pode comprometer ainda mais sua avaliação, já em baixa, perante a opinião pública.




