O Ministério Público de João Monlevade embargou a área onde seria realizada, neste fim de semana, dias 16, 17 e 18 de setembro, a boate Moon Light. A Defensoria Pública alega que há suspeita de danos causados a uma Área de Preservação Permanente (APP). No mesmo local, no fim de agosto, foi realizada a 23ª Cavalgada de João Monlevade.
A notificação do Ministério Público foi entregue ao proprietário da área, Teotônio Cota. O espaço está localizado próximo ao Hiper Comercial Monlevade, entre as avenidas Gentil Bicalho e Dona Nenela. O embargo remete a possíveis obras irregulares detectadas pelo MP, como serviços de terraplenagem, e também à prestação de contas do Clube do Cavalo, organizador da cavalgada, que se encontra atrasada.
O promotor do evento, Jader Martins Quintão, disse ter sido prejudicado pelo fato. Ele disse que só ficou sabendo da notificação do MP na última segunda-feira, 12, e que o prejuízo para os produtores gira em torno de R$20 mil. “Não consegui outro terreno para montar a boate porque não havia mais tempo para isso”, lamentou.
Quanto à devolução do dinheiro para quem comprou os ingressos antecipados, Jader explicou que as pessoas poderão procurar a sede da Central do Evento, situada à rua Geraldo Miranda, 56, em Carneirinhos.
Em nota, a Prefeitura de João Monlevade afirmou que participou da cavalgada, festa do Clube do Cavalo, apenas por meio de convênio legalmente formalizado com a entidade, e que no evento Moon Light, de iniciativa privada, o município apenas liberou alvarás diante da solicitação dos realizadores. No caso da cavalgada, a área particular foi cedida pelo proprietário ao Clube do Cavalo e na festa Moon Light a cessão se deu também diretamente aos realizadores do evento.