“Mulheres apanham e ainda se sentem culpadas”, diz juíza de Itabira
“Muitas mulheres se entendem culpadas pela situação, e isso é o que mais me penaliza e me fragiliza nas audiências”, diz doutora Cibele

A Lei Maria da Penha completou dez anos de existência no dia 7 de agosto. Criada com o objetivo de reprimir a violência doméstica e familiar contra a mulher, a lei avançou, mas ainda enfrenta diversos desafios. Em Itabira e região, esse tema tem sido engajado pela juíza da 2ª Vara Criminal de Itabira, Cibele Mourão Barroso. Recentemente, em razão de resolução do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a seção comandada pela magistrada passou a assumir, de forma exclusiva, processos relacionados à violência doméstica. Desde então, a juíza tem acompanhado essa realidade mais de perto.
Na edição da Revista DeFato deste mês (285- setembro), na sessão entrevista, Cibele Barroso fala sobre a Lei Maria da Penha e seus avanços e desafios, comenta sobre a realidade da região e aponta uma força tarefa, composta pela Comarca de Itabira, Comissão de Enfrentamento à Violência Doméstica e Sexual de Itabira, Ministério Público, Polícia Civil, Conselho Tutelar, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Centro de Atendimento Psicossocial (Caps), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e Centro de Referência de Assistência Social (Cras), formada para combater a impunidade dos crimes praticados contra as mulheres. Não perca!
Cibele respondeu perguntas sobre os avanços da Lei com os dez anos de existência, igualdade de gênero e novidades do andamento da Lei em Itabira e região.
Confira algumas falas da dra. Cibele na entrevista exclusiva para a Revista DeFato:
“Hoje, a estatística demonstra que 85% das pessoas, em todo território nacional, conhece a lei. Possuem a certeza de que bater em mulher é crime”
“Muitas mulheres se entendem culpadas pela situação, e isso é o que mais me penaliza e me fragiliza nas audiências”
“Já tive um caso de uma mulher que ficou toda queimada pelo companheiro por que a carne não ficou bem torrada e já atendi uma mulher esfaqueada por que a roupa não ficou bem passada”
A entrevista completa pode ser conferida na edição 285 da Revista DeFato, que em breve estará nas bancas!
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