A China avança na energia renovável com a “Grande Muralha Fotovoltaica” no deserto de Kubuqi, Mongólia Interior. A instalação de 3,46 milhões de painéis solares no vilarejo de Chaideng visa gerar 100 gigawatts de energia até 2030, contribuindo significativamente para o consumo energético de Pequim, que possui cerca de 22 milhões de habitantes.
A iniciativa visa transformar desafios ambientais em soluções energéticas e combater a desertificação. Os painéis solares são instalados para permitir o cultivo abaixo deles, reduzindo a evaporação e estabilizando o solo. Módulos fotovoltaicos bifaciais aumentam a eficiência energética em até 8% ao captar luz refletida pela superfície arenosa.
Inovações e benefícios sustentáveis
A tecnologia aproveitada no projeto inclui módulos fotovoltaicos de alta eficiência que prometem uma durabilidade de até 30 anos. Além disso, a irrigação movida por energia solar está sendo utilizada para revitalizar as áreas desertificadas. Isso promove um duplo benefício: produção de energia e incentivo à biodiversidade local.
A capacidade instalada já ultrapassa 5,42 milhões de quilowatts, marcando um compromisso contínuo da China com a energia solar. Globalmente, o país lidera em capacidade de energia solar instalada, representando mais de 51% do total mundial.
Futuro e impacto econômico
O projeto “Grande Muralha Fotovoltaica” não é apenas um marco tecnológico, mas também uma demonstração do potencial econômico do uso sustentável de áreas desérticas. Ao mitigar a desertificação e criar oportunidades agrícolas, a China contribui para a sustentabilidade econômica e ambiental.
A conclusão está prevista para 2030, e até lá, o mundo observará como a China não só busca suprir suas próprias necessidades energéticas, mas também influenciar práticas globais em energia renovável. O desafio maior pode residir na construção das linhas de transmissão para os centros urbanos, mas o progresso até agora é promissor.
