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Ciência faz revelação arrepiante sobre pessoas que dormem na mesma cama

09/09/2025
Em Geral
Créditos: Foto de Toa Heftiba na Unsplash

Créditos: Foto de Toa Heftiba na Unsplash

O ditado espanhol “Dois que dormem no mesmo colchão tornam-se iguais” ganha um novo significado à luz de uma recente pesquisa científica. Um estudo importante mostrou que casais tendem a compartilhar transtornos psiquiátricos, indicando uma conexão profunda entre parceiros nesse aspecto.

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Créditos: Foto de Toa Heftiba na Unsplash

Probabilidade de compartilhar transtornos

Pesquisadores analisaram dados de mais de 14,8 milhões de pessoas em Taiwan, Dinamarca e Suécia, países com culturas distintas. O estudo, publicado na revista Nature Human Behavior, avaliou nove transtornos psiquiátricos: esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão, ansiedade, TDAH, autismo, TOC, transtorno por uso de substâncias e anorexia nervosa.

Os resultados indicaram que quando um dos parceiros tem um diagnóstico psiquiátrico, o outro tem uma probabilidade significativamente maior de apresentar o mesmo ou outro transtorno. Essa tendência foi observada em diferentes países e gerações, confirmando a força do fenômeno.

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Atração pela semelhança e ambiente compartilhado

Uma das explicações para essa tendência é a “atração pela semelhança”, onde pessoas se sentem mais próximas de quem compartilha experiências ou sofrimentos semelhantes. Além disso, o ambiente vivido em comum pode influenciar o desenvolvimento de sintomas semelhantes ao longo do tempo.

O estigma social relacionado aos transtornos psiquiátricos também pode dificultar que indivíduos encontrem parceiros fora desse contexto, reforçando a tendência de casais com diagnósticos semelhantes.

Diferenças culturais e aumento ao longo do tempo

O estudo apontou variações culturais, como em Taiwan, onde casais casados apresentaram maior propensão a compartilhar diagnóstico de TOC em comparação com países nórdicos. Além disso, a probabilidade de casais compartilharem transtornos aumentou ligeiramente entre as décadas de 1930 e 1990, especialmente em relação a transtornos ligados ao uso de substâncias.

Implicações genéticas para as próximas gerações

A genética desempenha papel importante no desenvolvimento desses transtornos. Filhos de pais que compartilham o mesmo diagnóstico têm o dobro de chances de desenvolver a mesma condição, em comparação com filhos de pais em que apenas um é afetado. Isso reforça a importância de compreender essas dinâmicas para prevenção e tratamento futuros.

Isabelle LC

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