A podridão peduncular se tornou motivo de atenção para os produtores de frutas brasileiros em 2023. Causada por fungos da família Botryosphaeriaceae, como Lasiodiplodia e Dothiorella, essa doença ocorre quando as plantas de citros enfrentam estresse. Altas temperaturas e déficit hídrico, especialmente em fevereiro e março, criaram condições propícias para a proliferação desses fungos nos pomares paulistas. O enfraquecimento das plantas por doenças como o greening também eleva a suscetibilidade.
Essa doença não é exclusiva dos citros. Videiras e amendoeiras ao redor do mundo também são afetadas. Nos citros, os danos são significativos, incluindo podridões em ramos, pedúnculos e frutos, além de rachaduras na casca. Em casos extremos, as copas podem secar.
Impactos visíveis e invisíveis
Os primeiros sintomas incluem exsudação de uma goma pegajosa, especialmente em tecidos jovens. Esta goma é uma defesa natural da planta, embora insuficiente para deter os fungos. À medida que a infecção progride, há perda de folhas e ramos, comprometendo a produtividade e a qualidade dos frutos.
É crucial que os produtores atuem preventivamente no manejo da podridão peduncular. O uso de fungicidas específicos, aliado a medidas de redução de estresse, como aplicação de protetores, pode mitigar os danos.
Prevenção e controle
O controle eficaz demanda monitoramento regular dos pomares. Aplicar fungicidas de forma preventiva, sobretudo após períodos de estresse seguidos por chuvas, ajuda a criar um ambiente menos propício para a infecção. Práticas culturais adequadas, aliadas ao manejo de outras doenças, são fundamentais.
O Fundecitrus está conduzindo pesquisas para identificar as cepas de fungos Bot nos pomares brasileiros e entender suas interações com fatores de estresse. Esse conhecimento será essencial para desenvolver estratégias de controle mais eficazes.
