Um antigo supervulcão nos Estados Unidos pode conter a maior reserva de lítio do mundo, segundo pesquisadores. Este depósito está localizado na caldeira McDermitt, situada na fronteira entre os estados de Nevada e Oregon. Estimativas sugerem que a região abrigue entre 20 e 40 milhões de toneladas métricas de lítio, superando o recorde atual do Salar de Uyuni, na Bolívia, que possui 23 milhões de toneladas.
A descoberta deste depósito vem em um momento crítico em que a demanda por lítio aumenta globalmente, especialmente na indústria de veículos elétricos. Com isso, os Estados Unidos poderiam assegurar um fornecimento estável de lítio, reduzindo sua dependência de importações, um aspecto estratégico na competição global por recursos minerais.
Desafios da extração
A exploração do depósito enfrenta desafios significativos. Grande parte das reservas estão situadas em territórios sagrados para comunidades indígenas, gerando controvérsia sobre os impactos sociais e ambientais. Adicionalmente, a mineração pode afetar a fauna local, especialmente aves endêmicas, e alterar significativamente os níveis de água subterrânea, ameaçando os ecossistemas circundantes.
A previsão é que a extração de lítio possa começar já em 2026, mas essa estimativa depende de aprovações regulamentares e ambientais, além da resolução de questões legais com as comunidades locais. Caso aprovado, o projeto poderá transformar a dinâmica do mercado de lítio, impactando não apenas a economia dos Estados Unidos, mas também o cenário global do mineral.
Em suma, o supervulcão McDermitt abriga um depósito de lítio com potencial para alterar significativamente a geopolítica e a economia do setor. Nos próximos anos, a discussão sobre a exploração desta reserva deverá avançar, definindo o curso dessa valiosa fonte energética.
