Doar sangue é um gesto simples, rápido e seguro que pode salvar até quatro vidas com uma única ação. Apesar da importância, manter os estoques nos hemocentros é um desafio constante, especialmente para atender pacientes em cirurgias, vítimas de acidentes e pessoas em tratamento de doenças graves.
Segundo o Ministério da Saúde, apenas 1,6% da população brasileira doa sangue. Esse número está dentro da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica entre 1% e 3% da população como ideal. Mesmo assim, os hemocentros enfrentam dificuldades para manter os estoques adequados.
Mitos que afastam os doadores
Muitos mitos cercam a doação de sangue, afastando potenciais doadores. Um deles é a crença de que doar pode “afinar” ou “engrossar” o sangue, ou até causar vício, o que é falso. O corpo repõe rapidamente o sangue doado, sem causar dependência.
Outro receio comum é a dor ou efeitos colaterais, mas a coleta dura cerca de dez minutos e a sensação é semelhante a uma picada de agulha. Eventuais tonturas ou fraquezas são passageiras e facilmente tratadas com repouso e hidratação.
Quem pode doar sangue?
Para doar, é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos, estar saudável, alimentado e descansado. Pessoas com tatuagens ou piercings podem doar após seis meses, ou 12 meses se o piercing for em áreas de maior risco.
O uso de medicamentos deve ser avaliado, pois alguns impedem a doação temporária ou permanente. Quem teve covid-19 pode doar 10 dias após a recuperação, e o intervalo após a vacina varia de 48 horas a sete dias.
Todos os tipos sanguíneos são necessários, mas os negativos são mais escassos e valiosos, pois podem ser usados em qualquer paciente. Em cada doação, são coletados cerca de 450 ml de sangue, que o corpo repõe em 24 horas, enquanto as células vermelhas levam 30 dias para se regenerar.
