Muro prestes a cair tira sono de morador na região central de Itabira
O muro que está caindo tira o sono de Joel e leva perigo para as pessoas que passam pela rua Doutor Guerra

Um muro prestes a cair tem tirado o sono do aposentado Joel Laerte, 61 anos, que tem casa na esquina entre as ruas Doutor Guerra e Princesa Isabel, na região central de Itabira. A estrutura está comprometida por causa da raiz de uma árvore. A planta já foi cortada, mas o muro permanece cheio de rachaduras e já bastante inclinado.
O muro foi construído na década de 90, aos fundos da casa de Joel, que fica um nível abaixo da estrutura. O morador conta que em janeiro de 2015, a Prefeitura cortou a árvore, mas o muro continuou gerando transtornos, pois está cedendo no sentido à sua casa. Ele mesmo colocou vários pedaços de madeira para poder segurar a estrutura. “Se o muro cair, vai destruir minha caixa d´água, minha lavanderia e ainda é perigoso atingir o quarto da minha mãe de 84 anos, que está acamada”, diz. “Não consigo dormir em paz, qualquer barulho que escuto, já penso que é o muro caindo”, conta.
O perigo vai além da casa de Joel, já que é perigoso também para quem passa pelo passeio, pois o espaço é curto e as raízes da árvore ocupam toda a calçada. “Minha maior preocupação hoje é com as pessoas mais idosas, que se desviam do local pela rua, correndo risco de serem atropeladas”, relata, que também alertou sobre os veículos que passam em alta velocidade pelo local, causando “tremedeiras” no muro.
De acordo com Joel, ao longo dos anos, ele entrou em contato com a Prefeitura de Itabira, Secretaria de Obras, Secretaria de Meio Ambiente, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. “Todos peritos que vieram averiguar a situação foram a favor da reforma do muro”, conta. A obra visa reformar nove metros do muro, valor questionado por Joel. “Acredito que nove metros seja pouco, seria uns 12 metros”, diz.
DeFato Online entrou em contato com o diretor de operações da Itaurb, Elísio Marcos Cota da Silva, que informou que a Secretaria de Obras já comprou os materiais necessários para a execução da obra. A Itaurb está esperando a ordem de serviço e os materiais chegarem. “Assim que chegar, o serviço será feito imediatamente’, garante o diretor.