Na Câmara, presidente do Conselho de Saúde defende novo modelo de gestão do HCC

Presidente do Conselho de Saúde falou sobre novo modelo do HCC

Na Câmara, presidente do Conselho de Saúde defende novo modelo de gestão do HCC

A presidente do Conselho Municipal de Saúde, Francisca Lilian Miranda de Souza, participou da última reunião ordinária da Câmara de Itabira, na terça-feira, 26 de abril. Convidada para falar como uma “voz imparcial” sobre o processo que tornou o Hospital Carlos Chagas 100% SUS, ela defendeu o novo modelo. Disse que o Conselho é favorável ao Sistema Único de Saúde e criticou a grita atual contra a mudança. “Quando a Funcesi assumiu, não teve questionamentos”, afirmou.

O convite partiu do vereador Toninho da Pedreira (PPS), que argumentou que o Conselho Municipal de Saúde é um órgão isento, destinado ao controle social, e que, por isso mesmo, poderia apresentar informações neutras sobre o processo. Porém, a impressão que ficou após Francisca Lilian usar a tribuna, é que os legisladores ficaram um pouco frustrados com o que ouviram. A presidente disse não ter condições de responder a algumas perguntas mais técnicas e sugeriu que fossem direcionadas ao secretário municipal de Saúde, Reynaldo Damasceno.

Quando foi questionada sobre como o Conselho enxerga o aumento substancial nos repasses que serão feitos para manter o HCC – de R$ 1,5 milhão que era pago à Funcesi subiu para mais de R$ 3 milhões com a Fundação São Francisco Xavier -, Francisca Lilian demonstrou tranquilidade. Mesmo dizendo que não tinha condições de entrar em detalhes, afirmou que no modelo anterior o município, além de fazer o repasse do SUS, tinha que complementar os procedimentos via planos de saúde. “O que o município destinava ao hospital ia muito além do repasse mensal. Quase que fica a mesma coisa agora, mas somente destinado ao SUS”, argumentou.

Francisca Lilian afirmou que não concorda com o modelo que era adotado no HCC. “O repasse já era acordado e, mesmo assim, os planos exigiam esse complemento. Não é ilegal, mas eu não concordo. O Conselho é um defensor do SUS. Porém, acho que o novo modelo é o ideal para uma estrutura pública”, defendeu.

Os vereadores Geraldo Torrinha (PHS) e Ilton Magalhães (PR) falaram sobre o processo de contratação organizado pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX) e pediram que o Conselho ajudasse a investigar as reclamações de participantes. Francisca Lilian respondeu que o grupo está atento e que tudo deve ser feito da maneira mais transparente possível. Disse que entende a angústia de quem não foi classificado e que se solidariza com quem trabalhava no HCC e perdeu o emprego.

“Tudo o que o Conselho quer é que as coisas sejam feitas de maneira transparente. A gente acredita tanto nesse processo, que jamais permitiria que fosse irregular. Ninguém questionou quando o Carlos Chagas foi passado para a Funcesi, mesmo sem licitação. Porque todos naquele momento entenderam que era o melhor para a cidade. Hoje, da mesma forma, entendemos que está sendo feito o que é melhor”, afirmou a presidente do Conselho Municipal de Saúde.