Na reta final, propagandas políticas se intensificam e candidatos recorrem a cavaletes
Chefe do Cartório Eleitoral afirmou que cavaletes irregulares serão retirados da praça Acrísio
A campanha eleitoral chega à reta final. A partir desta segunda-feira, 29 de setembro, a promessa é de que sejam sete dias quentes em todo Brasil. Em Itabira, ruas e avenidas estão tomadas por propagandas políticas. É praticamente impossível sair de casa e não ser abordado por algum cabo eleitoral com materiais de campanha em mãos. Bandeiras, caixas de correios abarrotadas e carros de som frenéticos. O dia 5 de outubro bate à porta e é chegada a hora de ir às urnas.
Com a aproximação do dia de votação, os candidatos lançaram mão de um artifício que até então não era tão visto em Itabira nas eleições de 2014: os cavaletes. Esse tipo de propaganda é, de longe, a que mais desagrada a eleitores. “É complicado você andar pela sua cidade e ter que fazer ziguezague pelas calçadas para desviar de cavaletes”, disse um homem que passava pela avenida Mauro Ribeiro quando a reportagem registrava fotos.
Pelas regras eleitorais, os cavaletes só podem ficar expostos entre às 6h e 22h e não podem atrapalhar a circulação de pedestres e nem de carros. Os materiais também não podem estar em praças, postes, passarelas, viadutos, pontes, paradas de ônibus, locais de uso comum (cinema, clube, loja, templo, estádio) e jardins, muros, cercas e tapumes divisórios localizados em áreas públicas.
A multa por propaganda irregular chega a R$ 8.000 por placa ou cavalete. Em Itabira os registros de propagandas irregulares têm sido moderados, segundo o chefe do Cartório Eleitoral, Luiz Ferreira dos Santos. Ele disse que as informações chegam principalmente pela internet, por meio da seção de denúncia do site do Tribunal Regional Eleitoral. “As pessoas fazem fotos e enviam para a gente. O Cartório Eleitoral tem uma equipe que fiscaliza e repassa essas informações à Justiça Eleitoral”, comentou.
A maior aglomeração de propagandas políticas fica na região central de Itabira, especialmente na avenida João Pinheiro e na praça Acrísio Alvarenga. “Temos algumas denúncias da praça (Acrísio). Vai ser retirado tudo”, afirmou Luiz.