‘Não merecem só impeachment, mas prisão’, diz Zema sobre ministros do STF
Zema também respondeu aos jornalistas sobre o vídeo que circula nas redes sociais ao lado do senador Flávio Bolsonaro
Durante debate promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência, defendeu, nesta segunda-feira (13), a prisão de dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mirando principalmente Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
A fala de Zema ocorre em meio aos desdobramentos das investigações do caso Master, que vinculam o banqueiro Daniel Vorcaro a integrantes da Corte.
O caso motivou pedidos de impeachment no Senado contra Toffoli e Moraes por crimes de responsabilidade.
Contra Toffoli pesa a acusação de julgar processos em que estaria relacionado, sendo portanto, suspeito. Contra Moraes, a acusação é de conduta incompatível ao cargo que ocupa.
“Os intocáveis são aqueles que se consideram acima da lei (…) Principalmente dois ministros, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Esses dois, para mim, não merecem só processo de impeachment, merecem prisão”, disse Zema a jornalistas.
Zema também respondeu aos jornalistas sobre o vídeo que circula nas redes sociais ao lado do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL.
Na gravação, os dois brincam com a possibilidade de formar uma chapa presidencial, invertendo especulações sobre o ex-governador mineiro como vice de Flávio.
No vídeo, descontraídos, Zema sugere a Flávio que este poderia ser seu vice, ao que o senador responde: “será?”, em seguida, risadas dos dois.
Zema desconversou sobre o questionamento e afirmou tratar-se apenas de um momento de descontração.
Apesar de, nos bastidores, Zema ser citado como possível vice de Flávio, o ex-governador mineiro reafirma sua pré-candidatura ao Planalto.
Na oportunidade, aos jornalistas, Zema teceu críticas ao campo da direita e ao próprio PL. Disse que “há frutas podres” em outros partidos, incluindo a legenda de Flávio Bolsonaro, e que o seu partido, o Novo, adota critérios mais rigorosos, com expulsão de filiados envolvidos em irregularidades. No entanto, Zema deixou o local sem dar detalhes de a quem se referia.
“Eu sou uma direita que não tem corrupção, não tem escândalo. E tem direita aí que também está envolvida em coisas erradas. Então, eu sou de direita, mas sou diferente. No PL eu acho que tem algumas frutas podres lá. No Novo, se tiver, a gente coloca pra fora”.
*Fonte: InfoMoney




